Brasil
Lula solicita extensão do horário de votação devido à falta de transporte
Lula, candidato à reeleição e atual presidente da República, expressou sua insatisfação com a ausência de transporte em diversas cidades brasileiras. Ele anunciou que vai solicitar à Suprema Corte Eleitoral a ampliação do horário de votação, para assegurar que todos os eleitores possam exercer seu direito neste segundo turno.
“Vamos pedir à Suprema Corte Eleitoral que prorrogue o processo para que as pessoas impedidas de votar por atitudes políticas possam exercer seu voto”, afirmou o representante do PT na tarde do domingo, 25.
Lula criticou duramente prefeitos de São Paulo, Salvador e Feira de Santana, responsabilizando-os por dificultar o acesso dos cidadãos às urnas e disse que tomará medidas legais contra eles após as eleições.
“Após a eleição, vamos solicitar a prisão desses gestores por crime eleitoral”, declarou. “Nenhum eleitor deve deixar de votar por causa da má-fé de empresários ou autoridades. Quero incentivar todos a votar”, complementou.
Além dessas cidades, Lula recebeu relatos de problemas similares em Petrópolis, Teresina, Lauro de Freitas, Recife, Maceió e João Pessoa.
Problemas com o transporte público
Em Salvador, eleitores enfrentaram dificuldades para chegar aos locais de votação devido à redução e atraso na circulação dos ônibus durante o segundo turno.
Após fiscalização, o governo do estado identificou ônibus aptos para operar, mas que ficaram parados nas garagens no dia da votação. O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, informou que o sindicato dos trabalhadores relatou falta de convocação dos motoristas para operar a frota.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia ordenou o restabelecimento imediato da frota completa do transporte público em Salvador.
Em São Paulo, o diretório estadual do PT notificou o TRE local sobre a operação reduzida da frota de ônibus. Segundo o presidente estadual do partido, Kiko Celeguim, apenas 60% da frota estava disponível, quando o ideal seria 100%.
A prefeitura da capital paulista reconheceu a notificação recebida no sábado, 24, e mencionou dificuldades para ampliar a frota em curto prazo, mencionando os desafios na readequação das escalas e rotinas de trabalho.


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