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SEEDF realiza curso para inclusão de indígenas e itinerantes nas escolas

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A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) promoveu recentemente um encontro para formação sobre inclusão de povos indígenas e itinerantes nas escolas. O evento reuniu representantes das Coordenações Regionais de Ensino (CREs) que atuam na área de direitos humanos.

O curso, liderado pelo técnico da Gerência de Diversidade e Inclusão (GDIN), Erick das Neves, abordou os princípios da educação escolar indígena, a pedagogia da retomada e o uso de materiais produzidos por povos originários. O objetivo foi adaptar as práticas de ensino para melhor atender às necessidades dos estudantes indígenas e itinerantes na rede pública.

Para a diretora de Serviços de Apoio à Aprendizagem, Direitos Humanos e Diversidade, Patrícia Melo, a formação é essencial para combater desigualdades no ambiente escolar. Segundo ela, o espaço escolar muitas vezes reflete as violências presentes na sociedade, por isso é importante promover a formação continuada e o ensino dos direitos humanos para apoiar e garantir os direitos dos estudantes.

Patrícia Melo também ressaltou a importância da atualização constante dos profissionais da educação, para que conheçam as leis vigentes e as estratégias pedagógicas que promovem inclusão e justiça. Ela acredita que essa formação reforça a esperança de transformação nas instituições educacionais e de um atendimento respeitoso e sensível à cultura dos estudantes indígenas.

Erick das Neves enfatizou que o tema indígena deve ser tratado durante todo o ano letivo, e não apenas de forma pontual em abril. Por meio de ciclos formativos contínuos, pretende-se sensibilizar os educadores para enxergar com humanidade e atenção as normas que guiam a educação.

A formação aconteceu paralelamente ao Acampamento Terra Livre (ATL) 2026, que é a maior mobilização indígena do Brasil, realizada em Brasília com o tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”. O evento reuniu cerca de sete mil indígenas de todo o país, que discutiram a demarcação das terras e o enfrentamento da crise climática.

Após o encontro, os participantes puderam assistir ao seminário “Cultura e pensamento indígenas: saberes que resistem, palavras que persistem”, realizado no Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania. Este evento contou com a presença de colaboradores da Revista Pihhy, educadores, pesquisadores e nomes como Daniel Munduruku, Vangri Kaingang e Ana Maria Kariri.

A Revista Pihhy possui 12 edições online, além de minidocumentários e cerca de 20 audiolivros criados a partir de conteúdos de autoria indígena. Essa iniciativa destaca a importância de valorizar e reconhecer a produção intelectual dos povos indígenas nos âmbitos educacional e político.

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