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Casa Branca rejeita ampliar acesso da Anthropic ao modelo Mythos
Por questões de segurança, a Casa Branca se posiciona contra os planos da Anthropic de expandir o acesso ao seu novo modelo de inteligência artificial, Mythos, para até 120 empresas, segundo o Wall Street Journal.
A administração do presidente Donald Trump e a Anthropic estão tentando restabelecer suas relações após um conflito relacionado à recusa da empresa de IA em permitir o uso irrestrito de seu software pelas Forças Armadas.
A Anthropic, também responsável pelo chatbot Claude, lançou recentemente o poderoso modelo Mythos, mas decidiu não disponibilizá-lo ao público devido a riscos potenciais de segurança cibernética e preocupações sobre seu uso indevido por hackers.
Em vez disso, compartilhou uma versão do programa com empresas selecionadas como Apple, Microsoft e Nvidia, no projeto chamado “Glasswing”, que visa fortalecer a segurança tecnológica dessas companhias.
A startup sugeriu aumentar o número de empresas com acesso ao Mythos para cerca de 120, conforme indicou o Wall Street Journal, citando fontes próximas ao caso.
No entanto, a Casa Branca, em desacordo com a Anthropic há meses, rejeita essa ampliação por motivos de segurança.
Além disso, há preocupações sobre a capacidade computacional da Anthropic para oferecer suporte a mais empresas sem prejudicar o acesso do governo.
Em fevereiro, no ápice da disputa, o presidente Trump ordenou que seu governo deixasse de usar a tecnologia da empresa após o Pentágono classificá-la como um risco à segurança nacional, algo geralmente reservado para adversários estrangeiros. A Anthropic contestou essas medidas judicialmente.
As tensões reduziram após uma reunião entre o CEO da Anthropic, Dario Amodei, e autoridades da Casa Branca, que a empresa definiu como “produtiva”.
Recentemente, a Anthropic investigou um acesso não autorizado ao Mythos, após relatos da Bloomberg News de que alguns usuários tiveram entrada em um fórum fechado.
A empresa, baseada na Califórnia, afirma que o Mythos é capaz de identificar vulnerabilidades de segurança que passaram despercebidas por especialistas e ferramentas automáticas por décadas.
No entanto, a Anthropic também foi criticada por possivelmente superestimar as capacidades dessa tecnologia, seu principal produto e foco da intensa competição com a OpenAI.

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