Economia
Casas Bahia anuncia prejuízo bilionário e planeja novo plano de recuperação
Casas Bahia registrou um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre deste ano, valor que é 18 vezes maior que os R$ 555 milhões negativos registrados no mesmo período de 2025. Ajustado, o prejuízo da varejista foi de R$ 978 milhões, 76% acima do número do ano anterior.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,278 bilhão, pressionado pelo alto custo do capital no Brasil.
O impacto negativo de R$ 9,1 bilhões deveu-se a eventos não recorrentes, como baixas contábeis, despesas com reestruturação, contratos não cumpridos e impostos diferidos.
A receita líquida teve alta de 1,6%, alcançando R$ 6,97 bilhões. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado caiu 9,4%, ficando em R$ 518 milhões.
Casas Bahia destaca no relatório financeiro que, devido a um ambiente de crédito mais restrito e cenário econômico pior que o previsto, com juros elevados e consumo doméstico reprimido, intensificou o redimensionamento da empresa. O foco está nos canais e produtos com maior margem, redução do capital empregado e custo financeiro para garantir sustentabilidade e geração de caixa.
As ações incluem o fechamento de 298 lojas físicas, com escolha baseada em desempenho operacional e retorno econômico considerando o custo do capital atual.
A empresa também está revisando estoques, sortimento e volume de compras para melhorar o capital de giro e reduzir a necessidade de capital empregado de forma estrutural.
Além disso, ajustes organizacionais estão sendo feitos, com revisão de contratos, despesas, investimentos e quadro de funcionários para adequar a estrutura de custos ao nível esperado de atividade.
O balanço do segundo trimestre foi divulgado com atraso, fato que poderá resultar em multa pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Muitos colaboradores relataram demissões em massa, abrangendo desde novos funcionários até profissionais com décadas de experiência no grupo.
Em 2024, Casas Bahia enfrentou R$ 4,1 bilhões em dívidas e passou por um processo de recuperação extrajudicial para reorganizar suas finanças.

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