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Defesa Civil libera 12 casas interditadas após explosão em São Paulo
A Defesa Civil de São Paulo anunciou a liberação de 12 residências que estavam interditadas em consequência da explosão ocorrida na noite de quinta-feira (13/11) no bairro do Tatuapé, zona leste da cidade. Apesar dessa liberação, 11 imóveis continuam interditados, sendo que 10 estão totalmente interditados e um parcialmente.
Uma família está recebendo suporte da Coordenação de Pronto Atendimento Social (CPAS). A revisão do estado dos imóveis foi feita após vistoria conjunta da Defesa Civil, da Subprefeitura da Mooca e engenheiros especializados, para avaliar os danos causados pela explosão.
Ao amanhecer de sexta-feira (14/11), 23 residências permaneciam interditadas preventivamente, 12 completamente e 11 parcialmente.
O vice-prefeito da capital, Coronel Mello Araújo (PL), explicou que a primeira interdição foi realizada em caráter emergencial e que agora uma análise mais detalhada está sendo feita para verificar a real situação das famílias afetadas.
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Habitação (SEHAB), informou que concederá auxílio emergencial de R$ 1.000 a cinco famílias de baixa renda que tiveram que deixar suas casas. Equipes de assistência social estão presentes no local oferecendo apoio, mas até o momento as famílias não aceitaram a oferta de acolhimento.
Para que os imóveis sejam liberados, os proprietários precisam cumprir normas técnicas de segurança, realizar os reparos necessários e protocolar a documentação exigida junto às autoridades competentes.
Detalhes sobre a explosão
O imóvel onde a explosão aconteceu estava alugado por Alessandro de Oliveira Mariano, conforme boletim de ocorrência. Segundo Mello Araújo, a casa estava alugada há cerca de três meses e a Prefeitura desconhecia que o local funcionava como depósito clandestino.
Um homem que estava na casa faleceu em decorrência da explosão, e ao menos 10 pessoas ficaram feridas. A proprietária do imóvel sofreu ferimentos na cabeça e, junto com seu filho que teve lesões leves, foi levada ao Hospital Nipo-Brasileiro, na zona norte da cidade, conforme informou a Secretaria de Segurança Pública (SSP).
A explosão também danificou residências vizinhas, destruiu estruturas metálicas e causou danos a veículos estacionados nas proximidades. A Avenida Salim Farah Maluf precisou ser interditada temporariamente para garantir a segurança dos profissionais que atuavam no local.
O corpo do homem que não sobreviveu foi encontrado carbonizado pelas equipes do Esquadrão de Bombas do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), acionado pelo Corpo de Bombeiros. A vítima era suspeita de armazenar de forma ilegal artefatos explosivos no imóvel.
Acionamento e Impactos
A forte explosão ocorreu por volta das 19h e mobilizou pelo menos oito viaturas do Corpo de Bombeiros. O incidente envolveu fogos de artifício, o que causou fumaça densa e pequenas explosões adicionais.
Moradores relataram que o impacto quebrou vidros de apartamentos em prédio próximo ao local e também danificou carros estacionados nas redondezas.
Investigações
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o incidente, que está sendo tratado como explosão, crime ambiental e lesão corporal. O caso foi registrado no 30º Distrito Policial do Tatuapé, com a perícia do local requisitada e exame necroscópico a ser realizado pelo Instituto Médico Legal (IML), de acordo com informações da SSP.

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