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EUA colocam novas restrições de visto a 15 bolivianos, inclusive deputados
Na quinta-feira, 22, os Estados Unidos anunciaram uma lista de 15 cidadãos bolivianos que sofrerão novas limitações nos seus vistos. A lista inclui dois deputados e um ex-procurador-geral. Segundo Washington, a medida tem como alvo pessoas envolvidas em corrupção e tráfico de drogas, que estariam enfraquecendo a democracia na Bolívia. Familiares diretos das pessoas listadas também ficarão sujeitos às restrições.
Essa ação acontece cerca de um mês após os Estados Unidos revogarem o visto do ex-procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca, além de mais de 20 promotores e juízes do país. Naquela oportunidade, foi informado que do grupo, 12 tinham visto válido, enquanto nove teriam o visto negado se tentassem solicitá-lo.
Em comunicado, o Departamento de Estado ressaltou que a administração do presidente Donald Trump apoia os esforços do governo boliviano para eliminar a influência de atividades criminosas em diferentes setores do país, incluindo os tribunais, as forças policiais e o Legislativo. Entre os novos incluídos na lista, estão os deputados Rafael Darío López, da oposição pelo partido Libre, e Rolando Santos Pacheco, da Alianza Popular. Também constam na relação o ex-procurador-geral Juan Lanchipa (cargo exercido entre 2018 e 2024), o ex-promotor da região amazônica de Beni Felix Bardelas e o presidente do Tribunal Departamental de Justiça de Santa Cruz, Aldo Quezada, entre outros nomes de autoridades.
Após a divulgação da lista, o presidente do Tribunal Supremo de Justiça, Romer Saucedo, solicitou a renúncia de Aldo Quezada. A aliança Libre pediu a remoção do deputado López. O porta-voz presidencial da Bolívia, José Luis Gálvez, afirmou em entrevista que haverá investigação e mencionou que ao menos três funcionários da lista já haviam sido afastados antes da divulgação americana, incluindo Diego Barboza, que liderou a Unidade de Investigações Financeiras.
Em setembro, os EUA cancelaram os vistos de vários ex-funcionários bolivianos e seus familiares, além do ex-procurador-geral Mariaca, acusando-os de corrupção. Após isso, a Assembleia Legislativa boliviana destituiu Mariaca e um juiz ordenou sua prisão preventiva por seis meses na cidade de Potosí.
Mariaca, nomeado em 2024 durante o governo de Luis Arce (2020-2025), é suspeito de ter protegido o uruguaio Sebastián Marset, acusado de envolvimento com o tráfico de drogas. Marset foi capturado e entregue à agência antidrogas dos EUA (DEA) em março deste ano. Ele operava no leste da Bolívia enquanto era procurado em vários países.


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