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Grupo ligado a Vorcaro inclui apostadores, milicianos e policiais

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O grupo associado ao banqueiro Daniel Vorcaro, responsável por ameaças, intimidações e invasão de informações confidenciais de adversários do proprietário do Banco Master, era composto por apostadores do jogo do bicho, milicianos e agentes policiais, conforme apuração da Polícia Federal.

Na manhã desta quinta-feira (14), os suspeitos considerados parte do núcleo agressivo foram alvo da sexta fase da Operação Compliance Zero, com sete mandados de prisão expedidos, incluindo contra Henrique Vorcaro, pai do banqueiro.

Dentre os detidos, três foram apontados como responsáveis pelas ações de campo, sob comando de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de Sicário. Ele havia sido preso em março de 2026 durante a terceira etapa da operação e posteriormente tirou a própria vida em cela da Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte.

O grupo executava as ordens de Daniel Vorcaro por meio de Manoel Mendes Rodrigues, Anderson Wander da Silva Lima e Sebastião Monteiro Júnior, que são alvos de prisão preventiva e descritos como operadores-chave.

A defesa de Henrique Vorcaro nega ilegalidades e destaca que não houve oportunidade para apresentar justificativas antes da medida tomada pela Justiça. Segundo seu advogado, a decisão judicial se baseia em fatos que ainda não têm comprovação legal.

Manoel Mendes Rodrigues, identificado como líder local da organização no estado do Rio de Janeiro, teria papel central em ações de intimidação na região de Angra dos Reis, sendo elo direto entre a liderança e a estrutura operacional do grupo.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, ressaltou em decisão judicial que Manoel exercia funções concretas de ameaças e monitoramento físico contra adversários.

Anderson Wander da Silva Lima é visto como braço direito de Marilson Roseno, preso em março de 2026 e removido para um presídio federal por sua posição hierárquica elevada e para evitar interferências nas investigações.

Anderson teria feito consultas ilegais a sistemas internos da Polícia Federal e repassado informações sigilosas para beneficiar integrantes do grupo, recebendo pagamentos por essas ações enquanto permanecia na ativa com acesso privilegiado a bancos de dados restritos.

Sebastião Monteiro Júnior, policial federal aposentado, também teria atuado diretamente, usando métodos para dificultar o rastreamento de suas comunicações, como uso de telefone internacional e mensagens temporárias.

A investigação identificou ainda um segundo grupo agressivo ligado a Daniel Vorcaro, conhecido como “Os Meninos”, especializado em ataques cibernéticos, invasão de sistemas, derrubada de perfis e monitoramento ilegal de comunicações.

Integrantes deste segundo núcleo, como David Henrique Alves, Victor Lima Sedlmaier e Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos, também foram alvo de mandados de prisão.

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