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Lula tem ligação forte com Pernambuco sem depender de palanques
Milton Coelho, ex-secretário Nacional do Artesanato e do Microempreendedor Individual, avaliou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não precisa de palanques duplos em Pernambuco para as eleições deste ano. Essa afirmação foi dada em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, na sexta-feira (17).
Segundo Coelho, “o presidente Lula possui um programa, uma identidade e um vínculo com Pernambuco que muitas vezes dispensam a necessidade de palanques”.
Recentemente filiado ao PT após deixar o PSB, Coelho destacou que os apoiadores de Lula devem defender não só a reeleição do presidente, mas também trabalhar para eleger um Congresso alinhado com o governo.
Ele citou como aliados importantes na disputa ao Senado em Pernambuco o senador Humberto Costa (PT) e a ex-deputada federal Marília Arraes (PDT), que representarão o projeto político do presidente na região.
Coelho ressaltou: “O presidente conta com dois candidatos ao Senado aqui. Um precisa ser reeleito (Humberto Costa) e o outro precisa conquistar a eleição (Marília Arraes). Ambos possuem compromisso firme e leal ao projeto democrático e ao presidente Lula”.
Para ele, o maior desafio está na eleição para o Senado, que é responsável por julgar processos de impeachment, como o ocorrido com a ex-presidente Dilma Rousseff em 2016.
“São dois pontos fundamentais para a eleição: garantir a reeleição do presidente Lula e assegurar um Congresso Nacional que apoie o governo, com senadores e deputados que facilitem a governabilidade. É essencial que Lula saia das urnas com uma maioria no Congresso para evitar riscos de impeachment, como aconteceu com Dilma”, afirmou.
Desafios políticos locais
Milton Coelho também destacou que a governadora Raquel Lyra (PSD) enfrenta dificuldades para apoiar Lula por sua ligação com eleitores e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele lembrou que, eleita em 2022 com pouco mais de 58% dos votos no segundo turno, ela evitou declarar apoio ao presidente Lula ou a Bolsonaro.
Coelho comentou: “Raquel está em uma posição delicada para declarar apoio a Lula, já que seu grupo político tem vínculos com eleitores de Bolsonaro, o que limita sua ação nessa direção”.
Motivações partidárias
Sobre sua mudança do PSB para o PT, Milton Coelho preferiu não entrar em detalhes sobre as críticas que motivaram sua saída. Ele destacou, contudo, que busca contribuir para a política local e nacional e reconhece o PT como o partido com um programa mais atualizado para o atual cenário político brasileiro.
“Não me sinto confortável para expor criticamente todos os motivos da minha saída do PSB, mas atualmente quero contribuir com a política de Pernambuco e do Brasil”, afirmou.
Prioridades e crítica ao debate político
Coelho lamentou a falta de debates sobre temas prioritários para a população, como a mobilidade urbana. Além disso, criticou a tendência da política atual de se resumir a disputas nas redes sociais.
“Política não é só disputa de poder ou domínio das redes sociais. É essencial apresentar projetos que possam melhorar a vida das pessoas, algo que tenho visto pouco nas eleições em Pernambuco”, opinou.

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