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PM que matou mulher em SP recebe aumento salarial após nova lei

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Yasmin Cursino Ferreira, policial militar que disparou e matou uma mulher na zona leste de São Paulo em 3 de abril, terá um aumento salarial de R$ 480 devido a uma nova legislação que começou a vigorar no início deste mês e que altera a carreira na polícia militar.

A nova lei (Lei nº 18.442, de 2 de abril de 2026) elimina a distinção entre soldados de 2ª e 1ª classe, unificando essas categorias na patente única de soldado PM.

Com essa mudança, Yasmin, que era soldado de 2ª classe desde janeiro de 2025, foi promovida para a nova categoria após a atualização publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 17 de abril, exatamente duas semanas depois do incidente que resultou em seu afastamento da corporação.

Soldados de 1ª classe, que estão hierarquicamente acima dos da 2ª classe, possuem garantia de salário sem redução, assim o reajuste automático para os antigos soldados de 2ª classe aconteceu para adequar os vencimentos à nova graduação.

Além de Yasmin, muitos outros policiais também foram beneficiados pela mudança, com seus nomes registrados no Diário Oficial.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) esclareceu que não se trata de promoção, mas da aplicação da nova lei. A legislação extinguiu a distinção entre soldados de 1ª e 2ª classe, criando a designação única de ‘soldado PM’.

O reajuste de R$ 480 corresponde à equiparação salarial garantida a todos os policiais que exerciam a antiga patente de 2ª classe.

Detalhes do incidente

Na madrugada de 3 de abril, Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos, que trabalhava como ajudante geral, foi atingida por um tiro no tórax por Yasmin durante uma ronda no bairro Cidade Tiradentes, zona leste da capital.

A confusão teve início na Rua Edimundo Audran após a viatura comandada por Yasmin colidir levemente com o braço de Luciano Gonçalves dos Santos, marido da vítima, que caminhava pela rua com calçadas estreitas.

Yasmin desceu do carro e, após discussão com Thawanna, efetuou o disparo. Ela alega ter levado um tapa no rosto, o que Luciano nega.

O momento do disparo não foi registrado pela câmera corporal de outro policial, Weden Silva, que dirigia a viatura, pois sua visão estava bloqueada e Yasmin não usava colete com câmera.

Após o tiro, Weden questionou Yasmin sobre o motivo do disparo e, por volta das 2h59, acionou o resgate, que chegou às 3h30. Durante esse período, a vítima ficou caída no chão.

Thawanna foi levada ao Hospital Santa Marcelina, também em Cidade Tiradentes, onde não resistiu aos ferimentos. A morte foi confirmada cerca de cinco horas após o ocorrido.

Consta na certidão de óbito, acessada pelo Estadão, que a causa da morte foi hemorragia interna grave provocada por ferimento perfurocontundente. Ela era mãe de cinco filhos e completaria 32 anos em 8 de abril.

A investigação está a cargo da Polícia Civil e da Corregedoria da PM, além de outras corregedorias de órgãos relacionados. A defesa de Yasmin mantém-se em sigilo até o momento.

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