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monique medeiros se entrega à polícia em delegacia de bangu
Monique Medeiros, acusada de envolvimento na morte do filho, Henry Borel, em 2021, se apresentou voluntariamente à polícia na manhã desta segunda-feira. No último sábado, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou a ordem de prisão contra ela, após analisar o recurso dos advogados da professora.
O ministro também rejeitou pedidos da defesa, como a concessão de prazo para Monique se entregar e a escolha prévia do local de custódia. Determinou que a Secretaria estadual de Polícia Penal do Rio informe em até 24 horas a unidade para apresentação da ré, garantindo a segurança física e moral dela.
Mendes esclareceu que apenas complementou a fundamentação da decisão anterior, mantendo a ordem de prisão imediata de Monique. O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, também acusado pelo crime, permanece detido.
Soltura após adiamento do júri
Monique estava em liberdade desde 23 de março deste ano, após o julgamento ter sido adiado quando os advogados do ex-vereador Dr. Jairinho deixaram o plenário. A juíza responsável, Elizabeth Louro, considerou a ação um ‘abandono ilegítimo’ e marcou a retomada do júri para 25 de maio. Na decisão, autorizou a soltura de Monique Medeiros, argumentando que mantê-la presa seria um ‘constrangimento ilegal’, pois ela não contribuiu para o adiamento.
Jairinho seguirá preso. Após a sessão interrompida, ambos comemoraram, enquanto o pai do garoto, o vereador e engenheiro Leniel Borel, se emocionava.
Sobre o caso Henry Borel
Em 7 de março de 2021, Henry Borel passeou com o pai, o engenheiro Leniel Borel de Almeida, em um parque de diversões no Recreio dos Bandeirantes. À noite, a mãe, Monique Medeiros, encontrou o filho e o ex-marido na portaria do prédio onde moravam, acompanhado do namorado, o médico e vereador Dr. Jairinho. Henry chorava e havia vomitado.
Monique e o filho retornaram ao apartamento com Jairinho, após uma ida à padaria. Por volta das 3h30, o casal levou Henry ao hospital após encontrá-lo caído no chão do quarto, com sinais de grave mal-estar. Alegaram que ele teria caído da cama, mas as pediatras constataram que a criança chegou morta.
O caso foi registrado na delegacia da Barra da Tijuca e uma perícia foi realizada no apartamento. A necropsia apontou hemorragia interna e grave lesão hepática causada por trauma, além de diversas lesões pelo corpo. O óbito ocorreu poucas horas após o trauma.
Em 17 de março, Monique prestou depoimento afirmando que estava assistindo à televisão quando encontrou Henry caído. O vereador confirmou essa versão. As investigações ouviram testemunhas, incluindo familiares, vizinhos e empregados da casa, além de realizarem reprodução simulada do caso.
Em 8 de abril, Dr. Jairinho e Monique foram presos sob acusação de participação na morte de Henry. As investigações indicaram que o vereador agredia o enteado e Monique tinha conhecimento das agressões. O casal foi localizado em uma residência em Bangu e conduzido à polícia para investigação.

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