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Petro encerra diálogo de paz com grande guerrilha da Colômbia

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As conversas de paz entre o presidente Petro e uma das principais guerrilhas do país, liderada pelo insurgente conhecido como Calarcá, chegaram ao fim, encerrando as tentativas de sua política para pôr fim ao último conflito armado do continente.

Desde 2023, o mandatário de esquerda mantinha negociações com Calarcá, comandante do Estado Maior de Blocos, uma das maiores dissidências da antiga guerrilha das Farc que recusou aderir ao acordo de paz de 2016.

Também recentemente, o Clã do Golfo, o cartel de narcotráfico mais influente do país, descartou a possibilidade de um acordo de paz com Petro, cujo mandato termina em 7 de agosto.

Ambas as negociações formavam a base do plano Paz Total, uma estratégia criada pelo primeiro presidente de esquerda da Colômbia para conseguir o desarmamento completo dos grupos armados.

O grupo liderado por Calarcá continuou atacando forças públicas e civis nas regiões onde atuam, principalmente próximas à fronteira com a Venezuela e na Amazônia.

Suas principais fontes de renda incluem o desmatamento para abrir espaço para a pecuária, o narcotráfico, extorsão e mineração ilegal.

Petro, em uma reunião transmitida pelas redes sociais, informou que solicitou ao conselheiro presidencial de paz, Otty Patiño, para suspender as negociações.

“Se Calarcá não respeita os acordos para preservar a floresta e continua a matar soldados, então não há paz. O que mais podemos fazer?”, afirmou Petro.

Ele acrescentou: “Desejo a paz, mas ela deve ser baseada em fundamentos sérios, não em falsidades”.

Horas antes, o advogado do Clã do Golfo rejeitou que os diálogos resultassem em um acordo de paz.

A menos de quatro meses para o fim do mandato de Petro, quase todos os processos de paz sofreram interrupções ou tiveram poucos progressos.

Petro também tentou negociar o cessar-fogo com a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN), a mais antiga da América Latina, mas as conversações foram suspensas após um ataque rebelde na fronteira que deixou mais de 100 mortos no ano anterior.

Uma outra dissidência das Farc comandada por Iván Mordisco, considerado o guerrilheiro mais procurado do país, abandonou as negociações e intensificou atentados com carros-bomba e drones.

Especialistas acreditam que os grupos armados ganharam força durante o período da Paz Total, plano que recebeu duras críticas da oposição, de ex-presidentes e de militares da reserva, em um país marcado por um conflito armado que dura mais de seis décadas.

Petro enfrentou pressões do governo americano liderado por Donald Trump, que impôs sanções alegando que a Colômbia não fez o suficiente para combater o narcotráfico.

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