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ONU rejeita embargo contra Cuba com menor apoio em 30 anos
A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quarta-feira (28) uma resolução pedindo o fim do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba. No entanto, o apoio a essa resolução caiu, alcançando o nível mais baixo dos últimos trinta anos.
Nas últimas semanas, Cuba denunciou que os EUA têm pressionado vários países para que retirem seu suporte à resolução.
A resolução, que existe desde 1992 e solicita o término das sanções econômicas, comerciais e financeiras contra Cuba, recebeu 130 votos a favor, 17 contra e 25 abstenções, a menor quantidade de votos favoráveis desde 1995.
Este ano, o texto incluiu uma menção especial às consequências das restrições americanas ao fornecimento de combustível, aplicadas desde janeiro.
Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, comemorou em sua conta no X que a maioria do mundo continua contra o embargo, mesmo com as pressões intensas dos EUA para alterar a votação.
Em Nova York, o chanceler Bruno Rodríguez criticou os Estados Unidos, acusando-os de tentar controlar o destino de Cuba e explorar suas riquezas naturais.
Bruno Rodríguez declarou que o embargo prejudica silenciosamente a população cubana como nunca antes.
Antes da votação, o embaixador americano na ONU, Mike Waltz, negou a existência do embargo e culpou o governo comunista de Cuba pelas dificuldades enfrentadas pelo povo da ilha.
Mike Waltz destacou que, entre janeiro e agosto deste ano, os EUA venderam mercadorias no valor de 875 milhões de dólares para o setor privado cubano, incluindo combustíveis, afirmando que é essa abertura econômica o que incomoda o regime cubano.
Durante os debates, Mike Waltz e Bruno Rodríguez tiveram uma troca acalorada de acusações, com o diplomata americano condenando a repressão na ilha, enquanto o representante cubano o acusava de falta de veracidade.

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