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Onze mortos em ataques aéreos israelenses no sul do Líbano
Onze pessoas, incluindo três crianças, perderam a vida neste sábado (15) durante ataques aéreos realizados por Israel no sul do Líbano, marcando os incidentes mais letais desde o acordo firmado em junho para reduzir as hostilidades entre Israel e o Hezbollah.
O Exército israelense declarou que as operações são uma retaliação a uma séria violação do acordo por parte do Hezbollah, que atacou suas forças na área de segurança acordada.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, condenou a morte de civis e alertou sobre uma escalada que compromete os esforços para restaurar a estabilidade na região sul do país, área frequentemente afetada por confrontos desde outubro de 2023.
O Hezbollah anunciou que responderá adequadamente a esses ataques e convocou as autoridades libanesas a abandonarem negociações diretas, que considera humilhantes.
A Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) reportou um bombardeio realizado por aeronaves inimigas contra uma residência próxima à vila de Ansar, enquanto outro ataque atingiu Deir Zahrani, situada a cerca de 20 quilômetros de distância.
O Ministério da Saúde libanês notificou que sete pessoas morreram em Ansar — incluindo três crianças e duas mulheres — e outras quatro vítimas fatais, além de 17 feridos, foram contabilizados em Deir Zahrani.
Em Ansar, um repórter da AFP presenciou um edifício completamente destruído e veículos danificados, com equipes de resgate removendo corpos dos escombros.
“É um pequeno hotel turístico… espero ansiosamente pelos três meses de verão… o que fiz para merecer isso?”, lamentou Mohamed Saab, proprietário do imóvel atingido.
O primeiro-ministro destacou que as vítimas em Ansar não constituem infraestrutura militar, e que mulheres e crianças não deveriam ser alvos de ataques.
Desde março, o Hezbollah tem envolvido o Líbano no conflito no Oriente Médio, lançando foguetes contra Israel em apoio ao Irã, aliado do grupo.
Em resposta, Israel promoveu intensos bombardeios aéreos e uma ofensiva terrestre, que, segundo autoridades libanesas, resultou em mais de 4.300 mortes.
A violência diminuiu acentuadamente após a assinatura de um memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã em junho, que contribuiu para a redução das hostilidades regionais.
Essa queda nos combates também foi influenciada por um acordo intermediado por Washington entre Líbano e Israel, fechado no mesmo mês.
Os dois países preveem iniciar uma oitava rodada de negociações diretas em Roma no próximo mês.
Contudo, ataques esporádicos israelenses continuam a ocorrer no território libanês, causando vítimas e promovendo a destruição em grande escala de edifícios civis em vilarejos e cidades do sul.
Este acordo prevê o desarmamento do Hezbollah, a retirada gradual das tropas israelenses do sul do Líbano e o envio de forças militares libanesas para a região, começando por áreas piloto, embora o Hezbollah seja contrário a essas medidas.

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