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Protestos na França por causa do aumento do custo de vida
Confrontos entre polícia e manifestantes e prefeituras invadidas marcaram os protestos contra a alta do custo de vida na França neste sábado (17). O movimento dos “coletes amarelos” voltou com força, reunindo gerações diversas, como jovens da geração Z, agricultores, professores, ativistas climáticos e aposentados, para expressar insatisfação.
Uma convocação apelidada de “Amarelos e Jovens” estimulou essa união, que aconteceu a seis meses das eleições presidenciais que definirão o futuro líder do país. Manifestações em Paris ecoaram gritos como “Abaixo o sistema”, “Tomamos a Bastilha” e “Macron renuncia” enquanto críticas à atuação policial durante protestos estudantis recentes também foram evidentes.
Florine Pigny, tatuadora de 36 anos da região de Paris, relatou à AFP sua preocupação quanto ao futuro da filha e a atual situação dos serviços públicos, destacando a convergência de várias causas legítimas no movimento.
A alta nos preços dos combustíveis, agravada pelo conflito no Oriente Médio, tem impactado significativamente a vida dos franceses, que enfrentam salários estagnados enquanto os custos aumentam. Franck, funcionário público participante dos protestos em Guéret, comentou estar sufocado pela situação financeira.
Nas principais cidades, os protestos foram tumultuados. Em Marselha e Lille, os manifestantes chegaram a invadir prefeituras, e em Marselha, derrubaram o busto de Marianne, símbolo da república francesa.
Em Paris, a Praça da República foi cenário de confronto entre manifestantes e forças de segurança, que usaram gás lacrimogêneo e jatos d’água para dispersar grupos mascarados. As autoridades proibiram manifestações em áreas sensíveis da capital, como a Champs-Élysées e nas proximidades do Palácio do Eliseu.
Até as 15h (hora local), 272 pessoas foram detidas no país, conforme informações do Ministério do Interior.
Este retorno dos “coletes amarelos” lembra as manifestações violentas de 2018 e 2019, quando protestos contra o aumento do imposto sobre combustíveis chocaram o país com depredações e confrontos violentos, incluindo ataques ao Arco do Triunfo.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, avisou que as forças de segurança estão autorizadas a usar granadas de efeito moral em distúrbios urbanos, apesar de restrições anteriores devido a ferimentos graves em manifestantes.
No dia anterior, o presidente Emmanuel Macron pediu serenidade e enfatizou que o direito à manifestação deve ser exercido com respeito, evitando insultos e destruições.

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