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Rei Charles III visita EUA para fortalecer laços com Trump
Rei Charles III iniciou nesta segunda-feira (27) uma viagem oficial aos Estados Unidos com o objetivo de fortalecer as relações com Donald Trump, em meio a rígidas medidas de segurança após um ataque ocorrido durante um jantar com a presença do presidente americano.
A viagem seria para celebrar os 250 anos da independência americana de antepassados do monarca britânico, mas as tensões provocadas pelo conflito com o Irã afetaram a tradicional “relação especial” entre os dois países.
Charles e a rainha Camilla aproveitarão seus quatro dias nos EUA — a primeira visita desde que ele assumiu o trono em 2022 — para realizar uma ação diplomática focada em Trump, conhecido por seu interesse na monarquia.
O casal real chegou na Base Conjunta Andrews, próxima a Washington, D.C., em um avião com a bandeira britânica na cauda, descendo por uma escada decorada com tapete vermelho.
Esta é a primeira vez que o rei visita os Estados Unidos desde que subiu ao trono em 2022.
Segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, a visita visa celebrar a relação especial e antiga entre EUA e Reino Unido.
Trump e sua esposa, Melania, receberão Charles e Camilla na Casa Branca, onde terão chá e visitarão uma colmeia instalada pela primeira-dama.
Na terça, os Trump e o casal real se encontrarão no Salão Oval para um jantar oficial. Além disso, Charles será o primeiro rei britânico a discursar no Congresso desde sua mãe, a falecida rainha Elizabeth II, em 1991.
Na quarta, os reis visitarão o memorial dos atentados de 11 de setembro em Nova York, seguindo para as Bermudas na quinta, numa histórica visita como monarca a um território britânico ultramarino.
O Palácio de Buckingham confirmou que a visita prosseguirá apesar do ataque ocorrido durante o jantar anual dos correspondentes da Casa Branca, onde estava Trump. Charles expressou alívio ao saber que Trump e os convidados saíram ilesos.
Christian Turner, embaixador britânico, afirmou que medidas de segurança adequadas foram tomadas para garantir a segurança da visita.
Por outro lado, a postura agressiva de Trump contra o Irã causou tensão entre Londres e Washington, gerando controvérsia em torno da viagem.
Trump criticou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, pela oposição à guerra, além de suas políticas de imigração e energia, afirmando que Starmer “não é Winston Churchill”, em referência ao líder britânico em tempos de guerra que cunhou a expressão “relação especial”.
Embora Starmer critique a guerra, ele apoia a visita de Estado.
Para Trump, a chegada do rei Charles pode ajudar a melhorar as relações transatlânticas. No domingo, mencionou na Fox News que o rei é seu amigo há muito tempo e que a visita será agradável.
O especialista em monarquia Craig Prescott, da Royal Holloway, University of London, acredita que Charles abordará a guerra de forma sutil durante seu discurso no Congresso.
A viagem representa um desafio pessoal para Charles, de 77 anos, que enfrenta complicações de saúde.
Enquanto isso, o escândalo envolvendo o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein lança uma sombra sobre a viagem, principalmente por causa da amizade do irmão do rei, o ex-príncipe Andrew, com Epstein, que faleceu na prisão em 2019.

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