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Rejeição histórica de Messias para o STF abala governo Lula

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A rejeição de Jorge Messias para ocupar a vaga no Supremo Tribunal Federal chamou a atenção da imprensa internacional, que classificou o evento como uma “derrota histórica” para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Indicando Messias, o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Lula viu a proposta ser barrada com 34 votos a favor, sete a menos do que o necessário, e 42 contra.

O jornal espanhol El País enfatizou que Lula sofreu um revés significativo a poucos meses das eleições e destacou que uma rejeição como essa não ocorria há mais de 130 anos, contando que o último caso semelhante remonta a 1894. O periódico salientou que Messias é um jurista evangélico e servidor público que cultivou a confiança do presidente por muitos anos. Além disso, salientou que o revés político coloca em dúvida a habilidade do presidente em formar alianças.

El País também relatou que a rejeição acendeu um alerta em Lula, pois sua conhecida capacidade de mobilização e negociação está agora ameaçada. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, atuou nos bastidores pedindo votos contra Messias, frustrado com a falta de escolha de seu candidato preferido para a Suprema Corte. Esse cenário reflete o delicado equilíbrio de poder enfrentado pelo governo, que depende de concessões para manter apoio político, gerando tensões internas e desejo de retaliação.

Além disso, auxiliares de Lula atribuíram o insucesso a uma articulação liderada por Davi Alcolumbre contra o indicado. Inicialmente considerado um ponto de governabilidade, o senador se distanciou do Planalto e passou a criticar publicamente após a indicação de Messias em detrimento de Rodrigo Pacheco (PSB-MG), aliado próximo do presidente do Senado.

Messias foi aprovado na sabatina, porém rejeitado na votação plenária do Senado. Durante essa sabatina, ele defendeu reformas no STF, repudiou o aborto e exaltou valores religiosos, buscando apoio dos senadores opositores.

Essa ruptura com o presidente do Senado representa uma situação arriscada para Lula, especialmente com a proximidade das eleições e a necessidade urgente de aprovação de leis importantes no Congresso.

A agência Associated Press, com conteúdo reproduzido também pelo Washington Post, considerou a rejeição um golpe político para Lula, indicando que ele não conta com o apoio unânime de parlamentares influentes para sua reeleição.

A agência Bloomberg qualificou o episódio como um revés político severo para o líder de esquerda, apontando Messias como o principal assessor jurídico do presidente e um proeminente evangélico, parte de uma estratégia mais ampla de diálogo com grupos religiosos.

A agência Ansa destacou a derrota pesada de Lula em uma votação simbólica para o equilíbrio político, realçando as reações comemorativas dos parlamentares conservadores e do senador Flávio Bolsonaro (PL), provável adversário na corrida presidencial.

A agência espanhola EFE enfatizou o voto secreto do Senado e a dificuldade enfrentada pelo governo, mencionando ainda a reação de Flávio Bolsonaro, que interpretou o resultado como prova do colapso político do presidente.

Por fim, a Reuters informou sobre o esforço sem precedentes do governo nos últimos meses para garantir a aprovação de Messias, enfrentando resistência especialmente do presidente do Senado. A agência também noticiou a declaração de Messias em que ele aceitou o veto respeitando a autonomia do Senado.

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