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Sobe para 27 o número de casas interditadas após explosão no Jaguaré

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Até o final da noite da quarta-feira, 13, 112 imóveis no bairro Jaguaré, em São Paulo, foram vistoriados após a explosão ocorrida na segunda-feira, 11. Desses, 86 foram liberados para os moradores, enquanto 27 foram interditados devido a danos graves.

As vistorias foram feitas pela Defesa Civil do Estado, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Sabesp e Comgás. Uma comissão irá revisar as condições estruturais dos imóveis interditados.

A Sabesp e a Comgás cadastraram 232 pessoas e concederam um auxílio emergencial de R$ 5 mil para despesas imediatas. As famílias também foram acolhidas em hotéis.

As concessionárias afirmam que os danos e reconstrução serão pagos por elas. A reforma das unidades com aprovação técnica já começou.

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) oficializou a Sabesp e Comgás para fornecer esclarecimentos sobre a explosão, que devem ser entregues até o dia 15. A Agência avaliará os documentos para tomar medidas conforme o contrato.

O governo criou uma Gerência de Apoio para coordenar as ações emergenciais e a recuperação da área afetada.

Privatização

Na quarta, 13, o governador Tarcísio de Freitas visitou a área. Em 23 de julho de 2024, a Sabesp foi privatizada sob a gestão atual do estado, um processo marcado por comissões parlamentares e críticas de trabalhadores.

O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) lamentou a explosão e criticou a desestruturação da Sabesp, chamando o incidente de tragédia que necessita investigação rigorosa. O sindicato alerta para a importância do saneamento, que depende de trabalhadores qualificados e não apenas de equipamentos.

O SEESP destaca que o foco em resultados financeiros de curto prazo e a terceirização tem comprometido a segurança e a qualidade dos serviços.

O Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema) participou das audiências públicas antes da venda e alertou sobre os riscos da privatização, especialmente com demissões e redução das equipes de resposta rápida.

Julgamento no STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou em março o julgamento da privatização da Sabesp. O ministro Cristiano Zanin votou a favor da manutenção da venda. O julgamento foi suspenso após um pedido do ministro Luiz Fux.

O Partido dos Trabalhadores (PT) contestou a venda, argumentando que o preço foi abaixo do mercado e que houve restrição na participação acionária para beneficiar um concorrente específico.

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