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Soldados mortos por minas na Colômbia

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Quatro soldados perderam a vida e outros três ficaram feridos nesta quarta-feira (13) na zona rural da Colômbia, devido à explosão de minas antipessoais colocadas por guerrilheiros das desmobilizadas Farc, que recentemente negociavam a paz com o presidente de esquerda Gustavo Petro.

A Colômbia enfrenta atualmente a pior onda de violência da última década, a poucas semanas das eleições de 31 de maio, quando será escolhido o sucessor de Petro, que apostava em negociar a desmobilização dos maiores grupos armados.

Os explosivos foram instalados no departamento de Guaviare (sudeste), e a responsabilidade foi atribuída ao grupo liderado por Calarcá, um dissidente das Farc que não aceitou o acordo de paz histórico firmado em 2016.

Em abril, Petro anunciou a suspensão das negociações com o grupo conhecido como Estado-Maior de Blocos.

Tropas de infantaria e assalto aéreo foram pegas em armadilhas explosivas improvisadas durante uma operação ofensiva contra essa facção, informou o exército colombiano em nota oficial divulgada nesta quarta-feira.

Um porta-voz militar explicou à AFP que as minas foram instaladas em uma área rural de San José del Guaviare, uma região conhecida por grandes plantações de folha de coca e origem dos primeiros guerrilheiros que não aderiram ao tratado entre as Farc e o governo há dez anos.

Os soldados feridos estão recebendo atendimento em uma unidade de saúde próxima.

Calarcá, cujo mandado de prisão está suspenso devido às negociações, deveria ter comparecido na terça-feira ao Ministério Público para responder por homicídio, associação criminosa e outros crimes, mas não apareceu, e a audiência foi adiada.

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