Centro-Oeste
Startup do DF revoluciona ensino de robótica para 30 mil alunos
Com o apoio dos programas Start BSB e Tecnova III, a Br.ino tem inovado a educação tecnológica ao desenvolver soluções que combinam robótica, programação e capacitação de professores. A iniciativa nasceu da necessidade de superar a barreira linguística enfrentada por iniciantes, já que muitos materiais eram disponibilizados em inglês.
Em 2017, um grupo de jovens de Brasília criou uma ferramenta que permite a programação de placas Arduino usando comandos em português, facilitando o acesso para iniciantes. Porém, ao implementarem o projeto nas escolas, perceberam que a tradução dos comandos não era suficiente para garantir o sucesso da educação em robótica.
Foi necessário desenvolver um sistema completo, que inclui materiais didáticos, conteúdos organizados, formação de educadores e atividades adequadas para cada faixa etária. Hoje, a Br.ino já beneficiou mais de 30 mil estudantes, treinou mais de 600 professores e estabeleceu parcerias com mais de 30 instituições em diferentes regiões do Brasil.
Victor Pacheco, sócio-fundador da empresa, destaca que “a necessidade vai além de equipamentos; é preciso um sistema integrado que acompanhe o aprendizado tecnológico.”
A Br.ino surgiu por iniciativa de Gabriel Pacheco, Mateus Berardo, Giulia Fricke, Rafael Mascarenhas e Victor Pacheco, que observaram as dificuldades enfrentadas por estudantes e escolas para aprender programação e robótica no país, especialmente devido ao idioma e à falta de recursos especializados.
O projeto facilitou o uso do Arduino, plataforma que permite criar robôs e projetos de automação, adaptando os comandos para o português e simplificando o primeiro contato dos alunos com a tecnologia.
Além disso, a Br.ino desenvolveu um programa contínuo, que integra equipamentos, livros, planos de aula e formação docente, acompanhando os estudantes durante toda a vida escolar com conteúdos progressivos que incluem desde jogos e histórias para crianças pequenas até projetos avançados em inteligência artificial para alunos mais velhos.
Esse processo incentiva os alunos a planejarem, montarem, programarem, testarem e aperfeiçoarem seus próprios projetos, transformando o erro em parte essencial do aprendizado.
A capacitação dos professores é feita para que eles possam ministrar as atividades mesmo sem serem especialistas em programação ou eletrônica. As atividades podem ser oferecidas durante o horário regular das aulas ou em contraturnos via oficinas, cursos e clubes de robótica.
Algumas das instituições parceiras são o Centro Educacional Leonardo da Vinci, o Colégio Olimpo, a Escola Americana de Brasília, a Escola Canadense de Brasília, o Colégio Moraes Rêgo, o Marista Asa Sul e a Brasília International School.
O objetivo é expandir o conhecimento tecnológico dos alunos, incentivando-os a assumir papéis como pesquisadores, engenheiros, inventores e empreendedores, e não apenas como usuários passivos das tecnologias.


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