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Ucrânia afirma que Starlink continua fora do ar mesmo após promessa de Trump
Recentemente, houve tentativas de limitar o acesso da Ucrânia a sistemas de satélite, gerando uma disputa entre representantes do governo do presidente Donald Trump e seus apoiadores, que deram explicações divergentes sobre as restrições inesperadas à capacidade de Kiev para monitorar ataques russos.
As limitações aplicadas ao Starshield – a versão militar do serviço de internet via satélite Starlink, da SpaceX, fundamental para as operações com drones e comunicações ucranianas – causaram preocupação entre líderes militares e governamentais da Ucrânia. Relatos indicam perda de drones e interrupção em missões. Apesar de Trump ter afirmado que o serviço estava completamente restabelecido, as restrições permanecem em vigor conforme informou na última sexta-feira (23) Serhii “Flash” Beskrestnov, assessor do presidente Volodimir Zelenski.
Ele declarou: “Não observamos nenhuma evidência de que as limitações ao Starlink tenham sido removidas. Embora em alguns casos o Starlink opere ligeiramente acima do limite, isso se deve provavelmente a algoritmos da SpaceX ou condições específicas, e não à suspensão das restrições.”
Uma autoridade europeia de alto nível que acompanha o conflito na Ucrânia revelou que Kiev não recebeu uma explicação oficial clara sobre a origem ou motivo das limitações impostas.
O episódio causou grande preocupação entre defensores de uma postura firme contra a Rússia e apoiadores da Ucrânia no Congresso dos Estados Unidos. O senador democrata Richard Blumenthal anunciou uma investigação para apurar como as tecnologias essenciais para a defesa ucraniana foram impactadas por estas restrições.
Desde a semana passada, surgem dúvidas sobre quem autorizou os cortes no serviço de internet via satélite, fornecido pela empresa de Elon Musk, do qual a Ucrânia depende para resistir às ofensivas russas. Trump afirmou que não foi responsável pela decisão.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, sugeriu uma coordenação entre a Casa Branca e Musk, enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, negaram envolvimento do governo.
Fonte: Associated Press.


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