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Zelensky teme reunião de EUA, Rússia e China como palco para nova divisão global
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, alertou nesta quarta-feira (28) que um encontro planejado entre líderes da China, Estados Unidos e Rússia pode servir como um espaço para reorganizar a influência mundial, de forma similar ao que ocorreu após a Segunda Guerra Mundial.
“Não queremos que isso se transforme em ‘Yalta 2, 3, 4’, com uma nova redistribuição de poder”, declarou, referindo-se à conferência de 1945 onde líderes da União Soviética, Estados Unidos e Reino Unido dividiram o mapa global após o conflito.
O Kremlin está organizando uma reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e seus homólogos da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula da Ásia-Pacífico, em novembro, na cidade de Shenzhen, na China.
“Ainda não está claro quais temas serão tratados entre China, Rússia e Estados Unidos”, afirmou Zelensky à imprensa.
A Rússia tem buscado há muito tempo um acordo abrangente com os Estados Unidos sobre segurança na Europa, especialmente para impedir a expansão da Otan nas fronteiras russas.
Moscou afirma que a invasão à Ucrânia foi uma resposta para neutralizar essa ameaça.
Zelensky ressaltou que a Rússia deseja muito essa reunião, mas alertou para o perigo de conceder a Moscou “uma vantagem diplomática significativa”.
Em novembro, Ucrânia e Rússia planejam realizar uma reunião nos Emirados Árabes Unidos, com a participação dos Estados Unidos, para tentar retomar as negociações de paz.
Ainda não foi marcada uma data para o encontro em Abu Dhabi, mas a Ucrânia quer que ocorra antes da cúpula entre Rússia, China e Estados Unidos.
O presidente ucraniano também pediu um aumento no envio dos mísseis Patriot pelos Estados Unidos, essenciais para repelir os ataques russos.
Desde o início do ano, a Ucrânia tem recebido 12 sistemas Patriot por mês, porém precisa derrubar cerca de 150 mísseis balísticos mensalmente, segundo Zelensky.
Kiev busca um acordo para conter os ataques à infraestrutura energética antes do inverno do hemisfério norte, além de propor uma trégua no mar para garantir a exportação de grãos.
No entanto, a Rússia rejeita pausas parciais no conflito e exige um acordo final de paz antes de qualquer cessar-fogo.

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