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Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, é preso pela PF
Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), foi detido nesta quinta-feira em uma operação da Polícia Federal. Ele esteve à frente do banco de 2019 até novembro de 2025, quando foi afastado durante a operação e posteriormente demitido. Paulo Henrique é investigado por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro destinado a favorecimentos ilícitos a agentes públicos no escândalo relacionado ao Banco Master.
A prisão está relacionada a investigações sobre transações financeiras entre o BRB e o Banco Master, que a Polícia Federal suspeita terem sido feitas para evitar a fiscalização do Banco Central. No total, estão sendo cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo.
Na primeira fase da chamada Operação Compliance Zero, em novembro, Paulo Henrique Costa estava nos Estados Unidos realizando um curso e ao retornar ao Brasil afirmou que colaboraria com as investigações.
Paulo Henrique é formado em Administração de Empresas pela Universidade Católica de Pernambuco e fez carreira no grupo da Caixa Econômica Federal antes de assumir o comando do BRB, a convite do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.
As investigações indicam que o BRB realizou a compra de carteiras de crédito do Banco Master em operações que foram consideradas irregulares. Segundo o inquérito, essas transações somaram R$ 12,2 bilhões, usadas para manter a saúde financeira da instituição privada enquanto o Banco Central avaliava a proposta de aquisição do banco.
De julho de 2024 a outubro de 2025, o BRB e o Banco Master fizeram movimentações que totalizaram R$ 16,7 bilhões, mesmo após advertências do Banco Central.
Uma anotação encontrada pela Polícia Federal no BRB indicava uma preocupação de Paulo Henrique com possível falência do Banco Master. No documento, há referência a uma reunião para discutir a compra das carteiras de crédito do banco privado pelo BRB, mencionada por ele em depoimento.
Questionado pela PF sobre essa anotação, que afirmava “Presidente afirmou novamente que é necessário efetuar as compras de carteiras, afirmando que esses créditos foram verificados e que, se não houver, o Master vai quebrar”, Costa explicou que sua declaração não se tratava de uma promessa de salvamento.
Ele declarou: “Naquele momento, o que ocorria era a substituição de carteiras e era imprescindível ganhar tempo para que essa substituição fosse concretizada”.
Costa ainda disse em seu depoimento: “No meu papel de zelar pelo BRB, precisava ganhar tempo para que fosse possível realizar a substituição das carteiras”.
Recentemente, foi revelado que o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou em junho de 2025 que a negociação para que o BRB adquirisse o Banco Master estava causando mais problemas do que o esperado e que não suportaria enfrentar essa situação. Essa declaração foi enviada a Paulo Henrique Costa por meio de uma mensagem.

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