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Vorcaro no BC após conseguir processo sigiloso
Cleitinho (Rep-MG) cobrou Davi Alcolumbre sobre o impeachment após ameaças do STF: “O Senado tem que tomar vergonha na cara”.
Daniel Vorcaro esteve no Banco Central (BC) pouco depois de receber uma cópia de um processo sigiloso que investigava um suposto pagamento de propina do banqueiro a Paulo Henrique Costa (ex-BRB). A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a prisão de Costa indica que Vorcaro teve acesso ao processo em 24/06/2025. Uma semana depois, em 02/07, ele esteve no BC, onde foi recebido por Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central.
Em Brasília, a movimentação era intensa. O Ministério Público Federal (MPF) autuou o procedimento em 30/04/2025, mês em que Vorcaro visitou o Banco Central duas vezes. Em 10/05/2025, Vorcaro ordenou a Daniel Monteiro, operador seu, que suspendesse pagamentos que totalizariam R$ 146,5 milhões.
Dois dias antes da suspensão, Vorcaro esteve novamente no Banco Central, permanecendo lá por cerca de uma hora e vinte minutos. Em 08 de maio, ele participou de uma reunião com Galípolo, conforme registros da portaria do BC.
Sobre a eleição direta para o mandato tampão de governador do Rio de Janeiro, que vai até dezembro, o ministro do STF Luiz Fux afirmou que seu custo seria de R$ 100 milhões, possivelmente um valor subestimado. Em 2022, o custo das eleições no país foi de R$ 1,33 bilhão, excluindo o gasto com urnas eletrônicas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que não tem estimativa de custos e aguarda decisões do STF e do TRE do Rio para regulamentar a eleição direta.
No plano político, no dia seguinte à abertura do inquérito no STF contra Flávio Bolsonaro (PL) por suposta calúnia contra Lula (PT), o petista voltou a liderar as intenções de voto para 2026. A Transparência Internacional criticou o discurso do ministro Gilmar Mendes contra o senador Alessandro Vieira pelo voto na CPI do Crime Organizado, classificando-o como deterioração dos padrões de decoro e responsabilidade.
Flávio Bolsonaro questionou a imunidade parlamentar e liberdade de expressão após virar alvo de inquérito. O pré-candidato a presidente Romeu Zema (Novo) afirmou que pretende reformar o STF, com idade mínima de 60 anos e mandatos de 15 anos para ministros.
Eventos do PL Mulher do Rio de Janeiro foram cancelados para que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro possa acompanhar a saúde do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. O deputado Coronel Crisóstomo (PL-RO) criticou a versão apresentada pela Polícia Federal sobre a prisão de Alexandre Ramagem, classificando-a como mentira do presidente Lula.
Houve a pré-estreia do documentário “A Colisão dos Destinos”, que trata da trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, com lançamento previsto para 14 de maio nos cinemas.
Sem mencionar o inquérito contra Flávio Bolsonaro, o ex-deputado Roberto Freire defendeu que conflitos de honra devem permanecer no âmbito privado para que o Estado não ultrapasse seus limites e não seja usado contra a democracia.
Por fim, a “cooperação internacional” falhou em contribuir no caso, conforme avaliação crítica.
PODER SEM PUDOR
Historicamente, a falta de comprometimento dos deputados parlamentares com o trabalho não é novidade. Campos Salles, presidente do Brasil entre 1898 e 1902, enviou carta em 1901 ao presidente da Câmara, deputado Xavier da Silveira, pedindo intervenção para garantir a presença e permanência dos deputados nas sessões, destacando a gravidade da falta de aprovação de Orçamento e o hábito de ingressar e sair rapidamente das sessões.

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