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Economia

Florianópolis lidera entre capitais com mais lares unipessoais

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Em 2025, Florianópolis superou Porto Alegre como a capital brasileira com a maior proporção de residências habitadas por apenas uma pessoa. Na capital catarinense, 30% das moradias são ocupadas por um único morador, cifra que representa o maior índice do país.

O hábito de viver sozinho tem aumentado significativamente entre os brasileiros. Atualmente, quase 20% dos domicílios brasileiros são unipessoais, um crescimento notável em relação à última década, quando esse percentual era de apenas 13,7%. Em números absolutos, 15,6 milhões de brasileiros moram sozinhos, sendo que o estado de São Paulo abriga 3,5 milhões dessas residências.

O número de lares unipessoais mais que dobrou nos últimos anos, aumentando de 7,45 milhões em 2012 para mais de 15 milhões em 2025, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada pelo IBGE.

A cidade de São Paulo possui o maior total absoluto de lares unipessoais, com 1,1 milhão; seguida pelo Rio de Janeiro, com 644 mil, e Salvador, com 289 mil residências.

De acordo com William Kratochwill, analista da Pnad, grandes metrópoles como Rio e São Paulo atraem muitas pessoas por conta de universidades e empresas, favorecendo a residência solo por estudos ou trabalho. Ademais, o envelhecimento populacional é outro fator que contribui para o aumento desses domicílios.

Em locais onde a população é mais envelhecida, como em Florianópolis e Porto Alegre, a ocorrência de lares unipessoais é mais frequente. O número elevado de idosos viúvos ou separados, que vivem sozinhos, ajuda a explicar essa tendência.

Enquanto Florianópolis e Porto Alegre concentram as maiores proporções, cidades como Rio de Janeiro e São Paulo posicionam-se mais abaixo essa lista quando a análise é proporcional, embora detenham números absolutos altos.

Simultaneamente ao crescimento dos lares de uma pessoa, outras formas de arranjos familiares têm diminuído, como os domicílios nucleares (casais com ou sem filhos), cuja participação caiu de 68,4% em 2012 para 65,6% em 2025. Já os domicílios estendidos, onde vivem parentes além da família nuclear, reduzem-se de 17,9% para 13,5% nesse mesmo período.

Perfil dos moradores solo

Entre as pessoas que vivem sozinhas, os indivíduos entre 30 e 59 anos representam 46,8%, enquanto idosos compreendem 41,2% deste grupo. Jovens de 15 a 29 anos correspondem a 12% dos moradores solo.

Os motivos para morar sozinho são diversos e refletem mudanças demográficas, sociais e econômicas. Entre eles estão o envelhecimento da população, transformações nos padrões de moradia e dinâmicas familiares, além da migração para cidades com oportunidades de estudo e trabalho.

Alguns moram sozinhos por necessidade, como pais ou mães solteiros, ou idosos que viveram separação ou viuvez e optam por autonomia na terceira idade. Outros escolhem essa forma de vida por razões profissionais e pessoais, incluindo adiamento do casamento e separações conjugais.

A distribuição por gênero também apresenta diferenças marcantes: entre homens que moram sozinhos, 56,6% têm entre 30 e 59 anos, fase produtiva e ativa da vida. Já entre as mulheres, 56,5% têm 60 anos ou mais, evidenciando que elas tendem a atravessar a terceira idade sozinhas, em parte devido à maior longevidade feminina e ao impacto da viuvez.

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