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Vazamento químico em fábrica nos EUA mata duas pessoas e leva 19 ao hospital
Um vazamento químico numa empresa de recuperação de prata na Virgínia Ocidental, EUA, nesta quarta-feira, 22, resultou na morte de duas pessoas e levou 19 ao hospital, incluindo uma em estado grave, segundo autoridades.
O acidente aconteceu na fábrica da Catalyst Refiners, localizada próxima à comunidade de Institute, cerca de 16 km a oeste de Charleston, capital do estado. A região é conhecida como o “vale químico” da Virgínia Ocidental, antiga concentração de fábricas químicas ao longo do rio Kanawha.
Segundo C. W. Sigman, diretor de gestão de emergências do Condado de Kanawha, o vazamento ocorreu durante preparativos para a paralisação parcial das operações da fábrica. Houve uma reação química violenta entre gases, envolvendo ácido nítrico e outra substância.
A reação desencadeou a liberação imediata de sulfeto de hidrogênio tóxico, conforme relatado pelo presidente da Comissão do Condado, Ben Salango.
Entre os feridos estavam sete paramédicos que atendiam ao incidente. Diversos feridos chegaram ao hospital por meios próprios, até mesmo em um caminhão de lixo, conforme relato de Sigman. Uma pessoa está em estado crítico.
O Vandalia Health Charleston Area Medical Center informou atendimento a vários pacientes com sintomas respiratórios, como tosse, falta de ar, dor de garganta e irritação ocular. Outro hospital, o WVU Medicine Thomas Memorial Hospital, atendeu pessoas que estavam próximas da área no momento do vazamento, sem risco de morte.
Foi emitida uma ordem de confinamento da área, suspensa após cinco horas. Todas as mortes ocorreram no local da fábrica. Era possível sentir o cheiro forte próximo à instalação, segundo Sigman. Uma operação de descontaminação envolveu a remoção das roupas e banho dos afetados.
A Catalyst Refiners recupera prata de resíduos químicos, processo que inclui aspirar tapetes dos escritórios para extrair o metal, explicou Sigman.
A proprietária da fábrica, Ames Goldsmith, expressou pesar pelas mortes e enviou condolências às famílias e colegas afetados, em comunicado do presidente Frank Barber. A empresa afirmou colaborar com a investigação conduzida por autoridades locais e federais, incluindo a OSHA, que tem seis meses para concluir a apuração.
O ácido nítrico é utilizado para dissolver materiais contendo prata, facilitando sua recuperação para uso em eletrônicos, filmes fotográficos, joias, entre outros.
Sigman destacou que a Ames Goldsmith recupera prata das instalações no complexo de Institute, reutilizando o metal recuperado inclusive da limpeza dos escritórios.
Fonte: Associated Press.

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