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Mais etanol na gasolina é bom para o Brasil, diz presidente do Sindaçúcar

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Após o governo anunciar a proposta de aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% (E32), Renato Cunha, presidente executivo da NovaBio e do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), comentou que essa mudança é benéfica para o Brasil. Ele destaca que essa alteração deve ampliar o mercado do etanol anidro no país.

“O Brasil produz 41,8 bilhões de litros de etanol. Para a safra de 2026/2027, a previsão é que o mercado de etanol anidro alcance 15,7 bilhões de litros, o que corresponde a 37% da produção total do etanol. Com essa proposta, espera-se um crescimento de cerca de 6,6% no volume do etanol anidro, o que pode significar um aumento do mercado em aproximadamente 1,052 bilhão de litros”, explicou Renato Cunha.

No Nordeste, o aumento da porcentagem de etanol anidro na gasolina abre uma oportunidade para ampliar a demanda na produção regional, que se aproxima de 2,5 bilhões de litros de etanol anual, conforme dados do setor. Além disso, a redução do percentual de gasolina na mistura, de 70% para 68%, pode ajudar a manter os preços do componente mais caro sob controle.

Renato Cunha ressaltou que essa mudança é significativa para o país e para o setor sucroenergético, beneficiando empregos e a economia em vários estados produtores e consumidores de etanol, além de ser vantajosa para o meio ambiente e mais econômica comparada ao preço da gasolina. Segundo ele, o etanol anidro pode conter ou suavizar os aumentos nos preços da gasolina.

Outra vantagem destacada pelo presidente do Sindaçúcar é a redução da dependência externa do Brasil, uma vez que a maior presença do etanol anidro na gasolina diminui a necessidade do uso de gasolina importada, especialmente em um cenário internacional de instabilidade nos preços dos combustíveis.

Renato Cunha também mencionou que essa iniciativa pode influenciar outros países. Recentemente, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, conversou com parlamentares alemães sobre a possibilidade de aumentar o percentual de etanol na mistura na Europa, que pode chegar a até 20%.

A proposta, anunciada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, faz parte da estratégia do governo para reduzir a dependência de combustíveis importados. Essa medida será avaliada na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), prevista para o início de maio. A aplicação da medida será temporária, valendo inicialmente por 180 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período se aprovada pelo conselho.

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