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EUA dizem estabilizar Estreito de Ormuz com ‘Projeto Liberdade’, mas cobram de novo ação global
Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (5) que estão empenhados em assegurar a segurança da navegação no Estreito de Ormuz através do “Projeto Liberdade”, uma missão temporária e independente de outras operações militares na região. Ao mesmo tempo, exigem maior participação internacional nesse esforço. As informações foram divulgadas pelo secretário de Guerra Pete Hegseth e pelo chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, durante uma coletiva no Pentágono.
Hegseth explicou que essa ação é temporária e distinta da Operação Fúria Épica. Ele enfatizou que os EUA não desejam conflito com o Irã, mas sim garantir a livre movimentação naval, mesmo com as tensões crescentes. “Os EUA estão estabilizando a região, contudo esperam que a comunidade global se envolva mais”, declarou.
O secretário acusou o governo iraniano de praticar “assédio repetido de navios” na área e reforçou que o Irã não domina o Estreito de Ormuz. Ele também afirmou que a missão não demandará a entrada de tropas americanas em solo, espaço aéreo ou águas iranianas. “Centenas de embarcações já estão preparando sua passagem pelo estreito”, comentou, salientando que o bloqueio dos EUA aos portos iranianos continua em vigor.
Caine comentou o contexto de segurança, mencionando que o Irã atacou embarcações comerciais nove vezes e apreendeu dois navios de carga desde o anúncio do cessar-fogo. Segundo ele, cerca de 22.500 marinheiros seguem retidos no Golfo, impossibilitados de circular.
“O Irã prossegue com ataques contra seus vizinhos”, afirmou o general, destacando que os confrontos ainda não atingiram o nível de um conflito em grande escala. Mesmo assim, Caine alertou que os navios civis “irão experimentar a força militar dos EUA nos mares e nos ares” e que as tropas americanas permanecem preparadas para ampliar suas operações militares caso seja necessário.

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