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Haddad diz que investigações vão mostrar quem financiou campanhas do Master

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Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, afirmou nesta quinta-feira (7) que muitos desconhecem quem é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário do presidente Lula (PT) nas eleições para o Palácio do Planalto. Ele destacou a importância da campanha para revelar a verdadeira face do senador e suas conexões.

Durante coletiva em São Paulo, Haddad ressaltou que as investigações em andamento vão elucidar os escândalos envolvidos, inclusive relacionados ao Banco Master, mostrando quem financiou as campanhas e quem são os responsáveis pelos atos ilícitos. Ele enfatizou a necessidade de transparência e atuação conjunta das instituições como Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público para esclarecer os fatos.

O ex-ministro da Fazenda também comentou que o caso terá impacto na disputa eleitoral e destacou que já há evidências de corrupção envolvendo diretores do Banco Central na gestão anterior, além de investigações sobre parlamentares que possam ter se beneficiado do esquema.

Ao ser questionado sobre recentes operações da Polícia Federal, Haddad disse não ter conhecimento imediato das ações, como a envolvendo o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Medidas econômicas

Haddad negou que tenha ocorrido aumento significativo de impostos na atual gestão do Lula, destacando que os maiores aumentos de carga tributária ocorreram durante a ditadura militar e após o Plano Real. Ele explicou que o aumento de gastos em 2022 se deu por medidas tomadas no final do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como precatórios não previstos e reajuste do Bolsa Família.

O ex-ministro disse que ajustes fiscais podem ser feitos de maneiras diferentes e que é importante definir a melhor forma para evitar prejuízos à população, especialmente aos que recebem salário mínimo.

Desafios para a esquerda

Haddad reconheceu que a esquerda enfrenta dificuldades no Brasil e no mundo, mencionando que modelos de bem-estar social e nacional-desenvolvimentismo perderam força, enquanto a extrema-direita cresce, dificultando projetos de longo prazo.

Ele ressaltou que o medo do futuro e a falta de imaginação institucional são obstáculos para mudanças significativas, alertando para riscos caso a alternativa ao governo atual seja uma cleptocracia.

O ex-ministro também falou sobre um preconceito dentro da esquerda em relação a trabalhadores autônomos em comparação com assalariados, destacando que as dinâmicas trabalhistas mudaram desde a origem do PT nos sindicatos do ABC Paulista.

Encontro internacional

Sobre o encontro do Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ocorreria nesta quinta-feira na Casa Branca, Haddad demonstrou otimismo. Ele elogiou a habilidade de diálogo do presidente brasileiro, dizendo que essa capacidade o torna um líder requisitado no cenário mundial e essencial nos tempos atuais.

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