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Trump aplica sanções à Gaesa e mineradora Sherritt em medida contra Cuba

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O grupo militar cubano Gaesa, que gerencia cerca de 40% da economia de Cuba, e a empresa canadense de mineração Sherritt foram sancionados nesta quinta-feira (7), sendo os primeiros alvos de uma recente ordem executiva emitida pelo presidente Donald Trump.

Em 1º de maio, Trump assinou uma ordem que intensifica as sanções contra Cuba, afirmando que a ilha socialista, localizada a apenas 150 km da costa da Flórida, continua a representar “uma ameaça extraordinária” à segurança dos Estados Unidos.

Com base nessa ordem, o secretário de Estado, Marco Rubio, anunciou novas penalidades contra entidades econômicas importantes da ilha, incluindo uma empresa conjunta entre a mineradora canadense Sherritt e o governo cubano.

Rubio, crítico do governo de Havana e de origem cubano-americana, declarou que a joint venture explorava os recursos naturais de Cuba para beneficiar o regime às custas da população local e lucrava com ativos que originalmente foram confiscados pelo governo cubano de pessoas e empresas estadunidenses.

A Sherritt operava na extração de níquel e cobalto na mina de Moa, na província de Holguín, no nordeste de Cuba, participando desde os anos 1990 na Moa Nickel S.A., uma parceria com o Estado cubano.

Em nota, a Sherritt informou que suspendeu imediatamente sua participação em empresas conjuntas na ilha e está retirando seus funcionários.

Estas sanções comprometem significativamente a capacidade da Sherritt de continuar atuando em Cuba e podem resultar na interrupção do suporte financeiro e de outros tipos essenciais para as operações da mineradora, segundo comunicado da empresa.

Em fevereiro, a Sherritt já havia suspendido suas atividades em Cuba em razão do bloqueio de combustível imposto pelos EUA, que mantêm um embargo contra a ilha desde 1962, que agrava a crise econômica local.

As novas medidas americanas também atingem bancos estrangeiros que colaboram com o governo cubano e pessoas e entidades ligadas aos setores de energia e mineração.

Sanções à elite militar

Além disso, Rubio anunciou penalidades à Gaesa, que controla setores vitais da economia cubana, e que já sofria sanções dos EUA.

Entre as medidas aplicadas está a penalização à presidente da Gaesa, general de brigada das forças armadas Ania Guillermina Lastres Morera, nomeada para o cargo em 2022.

Rubio afirmou que a Gaesa foi criada para gerar renda exclusivamente para sua elite corrupta, não para o povo cubano, alertando que novas medidas punitivas poderão ser anunciadas em breve.

As sanções incluem o bloqueio de bens, o congelamento de ativos nos Estados Unidos e a proibição de negócios com cidadãos ou empresas americanas.

Uma investigação do Miami Herald, baseada em documentos vazados, estimou que a Gaesa possuía cerca de 18 bilhões de dólares em ativos no início de 2024, valor comparável aos gastos do próprio Estado cubano.

O chanceler cubano Bruno Rodríguez respondeu no X, classificando as medidas dos EUA como genocidas e negando a veracidade dos pretextos para a agressão contra Cuba.

Ele ressaltou que as ações propostas por Rubio e apoiadas pelo governo de Washington buscam causar o máximo dano possível à população cubana.

Trump intensificou suas ameaças públicas e chegou a mencionar a possibilidade de assumir o controle da ilha.

Consequências do bloqueio

Em comunicado emitido em Genebra, três especialistas da ONU alertaram que o bloqueio de combustível imposto a Cuba configura uma grave privação energética, com impactos negativos sobre os direitos humanos e o desenvolvimento da ilha, que tem uma população de 9,6 milhões.

Desde o início do ano, os EUA permitiram apenas o ingresso de um petroleiro russo no país.

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