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COI libera hino e bandeira para atletas bielorrussos, exclui russos

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O Comitê Olímpico Internacional (COI) retirou nesta quinta-feira (7) as limitações impostas aos atletas da Bielorrússia desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, permitindo que participem das competições com seus hinos e bandeiras, inclusive em eventos por equipes.

Entretanto, o COI mantém as restrições para atletas russos, que continuam autorizados a competir apenas de forma individual, sob bandeira neutra, e somente se não tiverem apoiado o conflito de forma direta.

A aplicação dessas medidas ficará a cargo das federações internacionais, já que o comitê oferece apenas recomendações.

Esta alteração deve permitir que a Bielorrússia retorne oficialmente aos Jogos Olímpicos de Verão de Los Angeles, em 2028, e aos Jogos Olímpicos da Juventude de Inverno de Dolomiti Valtellina, com direito à presença nas cerimônias de abertura e reconhecimento no quadro de medalhas.

As etapas classificatórias para esses eventos terão início já neste verão (hemisfério norte), conforme informado pelo COI.

A número um do tênis feminino e bielorrussa, Aryna Sabalenka, após sua partida no WTA 1000 em Roma, expressou seu desejo de poder representar sua nação novamente, afirmando que ficaria “superorgulhosa” pela possibilidade de ter sua bandeira de volta.

Nas últimas edições dos Jogos (Paris 2024 e Milão-Cortina 2026), alguns atletas da Rússia e Bielorrússia competiram como “atletas neutros individuais”, sem representar oficialmente seus países, com um número menor, 17 em Paris e 7 na Itália.

O COI justifica a diferença entre os dois países lembrando que o Comitê Olímpico Russo permanece suspenso desde 2023, em razão da administração russa sobre organizações esportivas em quatro regiões ucranianas ocupadas, além de recentes preocupações relacionadas ao sistema antidoping russo.

Apenas esportes de neve e gelo nos Jogos de Inverno de 2030

O COI também confirmou que os próximos Jogos Olímpicos de Inverno, realizados nos Alpes franceses em 2030, não incluirão modalidades típicas de verão como cross-country, trail, ciclocross ou gravel, que haviam sido consideradas pelos organizadores.

Kirsty Coventry, presidente do COI, destacou que o programa aprovado em junho será restrito a esportes praticados em neve e gelo, sem inclusão de modalidades de verão ou esportes realizados durante todas as estações do ano.

Para os Jogos de 2034 em Salt Lake City, ainda não há definições, pois o COI mantém um grupo de trabalho desenvolvendo uma análise mais detalhada do programa olímpico.

Assim, as propostas adicionais para 2030 ficam limitadas, mantendo apenas o freeride e a escalada em gelo como possíveis inclusões.

Em dezembro, Edgar Grospiron, responsável pelos Jogos de 2030, explicou que se considerava incorporar modalidades que não são estritamente de inverno, desde que a organização fosse econômica, aproveitando a estrutura dos Alpes franceses.

Entretanto, a ideia de incluir modalidades como trail e ciclocross gerou resistência entre as federações internacionais de esportes de inverno, que solicitaram para não descaracterizar o evento com esportes tradicionalmente vinculados a federações de verão.

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