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Andrea Nunes publica thriller sobre violência de gênero e jovens no Recife

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Com um enredo de suspense situado em um ambiente universitário, a procuradora de Justiça e escritora Andrea Nunes lançou, nesta quinta-feira (7), seu livro intitulado Presunção de Inocência.

A obra trata de assuntos como feminicídio, violência de gênero e os efeitos da agressão entre jovens, utilizando uma história policial para incentivar reflexões sobre empatia e conscientização. O evento de lançamento ocorreu na Livraria Jaqueira do Paço Alfândega, no Recife, reunindo uma sessão de autógrafos e uma apresentação da escritora Cida Pedrosa.

O diretor-executivo da Folha de Pernambuco, Paulo Pugliesi, marcou presença representando o presidente do Grupo EQM e fundador do jornal, Eduardo de Queiroz Monteiro.

Andrea Nunes comentou que a ideia do livro surgiu também do desejo de ampliar o espaço da literatura de suspense no Brasil. “Percebo que ainda há uma exploração muito limitada do suspense literário em nosso país. Contamos com cenários únicos, uma tensão atual muito específica e personagens muito ricos. Tudo isso favorece uma maior diversidade dentro do gênero”, declarou.

Ela ressaltou que Presunção de Inocência representa sua estreia no suspense direcionado ao público jovem. O enredo desenrola-se em uma faculdade de Direito, acompanhando uma série de crimes envolvendo estudantes e usando a trama policial para suscitar discussões sobre a violência contra a mulher e os relacionamentos abusivos entre jovens.

“A literatura tem a capacidade de gerar empatia. Ao se envolver com uma narrativa cativante, o leitor vive a dor alheia e é levado a refletir sobre situações que frequentemente ocorrem em ambientes escolares, nas ruas ou até em casa”, explicou a escritora. Além disso, o livro oferece informações sobre redes de apoio e ferramentas legais voltadas à proteção das mulheres vítimas de violência.

Análise da obra

Cida Pedrosa, que participou do debate durante o lançamento, enfatizou a relevância do livro tanto pelo tema abordado quanto pelo gênero escolhido. “A literatura de suspense é pouco explorada no Brasil, especialmente por mulheres, apesar da existência de referências globais renomadas, como Agatha Christie”, afirmou.

Cida elogiou ainda a construção narrativa da obra, que se caracteriza por capítulos curtos e ritmo dinâmico. “A obra é composta por capítulos muito breves, o que confere um ritmo quase cinematográfico. O leitor consegue visualizar cenas como em um filme. Andrea tem uma escrita muito visual e cinematográfica”, comentou.

Para a escritora, além do suspense principal, o diferencial do livro está na profundidade emocional dos personagens. “Ela apresenta um drama intenso como base, mas também desenvolve pequenos dramas pessoais que são revelados ao longo da história, mantendo o interesse do leitor constante”, concluiu.

Após seu lançamento nacional na Bienal da Bahia e apresentações na Academia Paraibana de Letras, o livro agora está disponível em livrarias e plataformas digitais.

Além de Presunção de Inocência, Andrea Nunes é autora dos romances policiais Corpos Hackeados — cujos direitos para adaptação cinematográfica foram vendidos —, Jogo de Cena, ganhador do prêmio ABERST na categoria de melhor narrativa longa de suspense, e A Corte Infiltrada, vencedor do prêmio Bunkyo de Literatura.

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