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Economia

Ibovespa recua com perdas da Petrobras e ganhos da Vale; atenção à MP das blusinhas

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O Ibovespa caiu 0,89%, chegando a 178.734,42 pontos, desacelerando perto do final da manhã desta quarta-feira, 13, acompanhando a recuperação das bolsas em Nova York. Esse movimento foi impulsionado pela valorização das ações da Vale (1,90%) e de outras empresas relacionadas ao minério de ferro, que subiu hoje em Dalian, além de ações de bancos e algumas varejistas.

Segundo Pedro Moreira, sócio da One Investimentos, os mercados vêm sendo influenciados pelas notícias do conflito entre Estados Unidos e Irã. Ele explica que os investidores tentam acompanhar o nível de risco percebido.

Os dados recentes de inflação no Brasil e nos EUA, divulgados entre ontem e hoje, indicam pressões inflacionárias que geram cautela, levantando dúvidas sobre os rumos das políticas monetárias doméstica e norte-americana, segundo Moreira.

Além da divulgação da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), está em foco a medida provisória que zera o imposto federal sobre a chamada “taxa das blusinhas”. Inicialmente, algumas ações do varejo caíram, mas depois o ritmo desacelerou, com algumas ações subindo, como a Magazine Luiza (1,82%).

Nos Estados Unidos, o índice de preços ao produtor (PPI) apresentou em abril a maior alta mensal em mais de quatro anos, principalmente pela alta dos custos de energia, impulsionada pelo aumento do preço do petróleo no contexto do conflito EUA-Irã, além de transportes e margens comerciais atacadistas e varejistas.

O PPI subiu 1,4% em abril em relação a março, superando a expectativa dos analistas, que previam alta de 0,7%.

No cenário político, a pesquisa Genial/Quaest ganha destaque. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão tecnicamente empatados para um possível segundo turno na Presidência da República, com Lula numericamente à frente, marcando 42%, contra 41% de Flávio.

No âmbito internacional, o presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a Pequim para a esperada cúpula com o presidente chinês, Xi Jinping, em meio a tensões comerciais e geopolíticas envolvendo comércio, Taiwan, inteligência artificial e o conflito entre Israel, EUA e Irã.

Hoje, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a PMC, mostrando que as vendas do comércio varejista cresceram 0,5% em março ante fevereiro, superando as expectativas de 0,1% de alta.

O varejo ampliado, que inclui material de construção, veículos e atacado alimentício, avançou 0,3%, também acima da expectativa de 0,2%.

Esses dados foram divulgados após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, que reforçou a pressão inflacionária e dificulta a queda da taxa Selic no final do ciclo de cortes, na avaliação dos economistas.

A consultoria 4Intelligence mantém a perspectiva de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central continuará reduzindo a taxa básica de juros em passos de 0,25 ponto percentual, condicionada à redução gradual do preço do petróleo e à estabilização das expectativas inflacionárias, principalmente no longo prazo.

Ontem, Lula assinou a medida provisória que zera o imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50, encerrando a chamada “taxa das blusinhas”. Medida criticada por representantes do varejo e da indústria têxtil passa a valer a partir de hoje.

Na terça-feira, o Ibovespa encerrou em baixa de 0,86%, aos 180.342,33 pontos.

Na manhã desta quarta-feira, por volta das 11h32, o índice apresentava leve queda de 0,07%, aos 180.170,44 pontos, após abertura aos 180.341,56 pontos.

No período de divulgação dos balanços, destacam-se Banco do Brasil, Braskem, CSN e CSN Mineração. A JBS comunicou queda de 56% no lucro do primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2025. Minerva figurou entre as maiores quedas (-2,82%). Já a Cury reportou lucro de R$ 302,9 milhões, um aumento de 41,9%, enquanto o PagBank cresceu 4% no resultado trimestral, com suas ações subindo 5,13%. Braskem registrou alta de 12,72%, liderando as valorizações, seguida pela Magazine Luiza, que subiu 2,09%.

Para Moreira, da One Investimentos, o fim da cobrança do imposto federal na chamada “taxa das blusinhas” provavelmente terá efeito limitado sobre o setor varejista, parecendo mais uma movimentação de cunho político.

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