Economia
Crédito facilita reformas em prédios residenciais
O aumento das taxas condominiais acima da inflação tem gerado mais inadimplência, menos investimentos e uma crescente busca por crédito para custear obras e despesas essenciais nos condomínios brasileiros. De acordo com um levantamento da Superlógica, a inadimplência em condomínios no Brasil variou entre 13,84% em outubro de 2024 e 6,80% em setembro de 2025. Paralelamente, a procura por financiamentos para condomínios tem crescido entre 10% e 15% ao ano.
Esse cenário é preocupante, especialmente para edifícios mais antigos, que enfrentam problemas estruturais devido à falta de manutenção preventiva. Segundo Edoardo Costa, consultor financeiro especializado em condomínios (MSc. Corporate Finance – Stevens Institute of Technology, EUA), “optar pelo empréstimo com uma empresa especializada é uma forma de viabilizar financeiramente o edifício, valorizando o patrimônio. Além disso, descomplica o processo de análise de crédito e possibilita agir rapidamente, sem perda de tempo”.
Além da inadimplência, preocupa também o aumento previsto nos custos de manutenção. Atualmente pareados com a inflação, os reajustes podem subir cerca de 15% devido à reforma tributária, especialmente nos serviços. Edoardo Costa explica que “quando o condomínio não consegue investir na hora adequada, o risco deixa de ser só financeiro e torna-se também estrutural, podendo pôr em risco a segurança dos moradores”.
Crédito como solução rápida
Diante deste contexto, o crédito para condomínios tem se firmando como uma alternativa para síndicos que precisam agir com agilidade, evitando taxas extras elevadas ou longas negociações com fornecedores.
Os condomínios que mais buscam financiamento são majoritariamente residenciais, com mais de 10 anos de existência, pertencentes à classe média, e com taxas condominiais entre R$ 600 e R$ 1.500.
“Condomínios de alto padrão costumam optar por taxas extras, enquanto os de padrão mais popular enfrentam dificuldades para aprovação devido à inadimplência alta. Por isso, o crédito é mais acessado por condomínios da classe média”, esclarece Edoardo Costa.
Os principais motivos para a busca por financiamento incluem a falta de um fundo de reserva, a necessidade de prazos estendidos para pagamento e a intenção de evitar cobranças extras elevadas para os moradores.
Riscos de postergar manutenções
Especialistas alertam que adiar os reparos pode acarretar graves problemas, como falhas em elevadores, questões elétricas com risco de incêndio e até danos estruturais que comprometam a segurança dos prédios. Edoardo Costa comenta que “quando um condomínio entra no ciclo de degradação, todos os sistemas deixam de funcionar adequadamente. Isso desestimula os moradores a investir e agrava a situação”.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login