Brasil
Sentimento de segurança baixo nas cidades brasileiras
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Sou da Paz destaca que a maioria dos brasileiros apoia iniciativas focadas em eficiência, prevenção, tecnologia e respeito às leis para melhorar a segurança pública. O estudo revela que grande parte da população, especialmente as mulheres, não se sente segura onde mora.
O levantamento também indica que a expressão “bandido bom é bandido morto” tem pouca aprovação, concordando apenas 20% dos entrevistados. Por outro lado, 73% acreditam que os criminosos devem ser julgados e encarcerados.
Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, ressalta: “A sociedade brasileira está cansada de abordagens antigas e busca novas formas de enfrentar a segurança pública, evitando radicalismos que não trazem resultados práticos no cotidiano. Existe uma maioria silenciosa que quer ações efetivas e apoia ideias inovadoras.”
O estudo foi conduzido pela Oma Pesquisa entre novembro e dezembro de 2025, com 1.115 entrevistas presenciais em âmbito nacional.
Os dados mostram que 55% da população acredita na aplicação rigorosa das leis existentes para todos os criminosos, enquanto 39% defendem o endurecimento das penas.
Além disso, 77% dos entrevistados opinam que armas adquiridas legalmente podem ser usadas em crimes quando são roubadas, e 73% associam o aumento de armas em circulação ao crescimento da violência.
Sobre a atuação policial, 82% apoiam o uso de câmeras corporais como ferramenta de proteção, e 65% ressaltam a necessidade de ter uma polícia mais capacitada e valorizada.
Foco nas mulheres
O levantamento aponta que somente 32% das pessoas sentem-se seguras em suas cidades, número que cai para 26% entre as mulheres. Também revelam que 83% percebem a presença da violência contra a mulher em seus municípios.
Para avançar na segurança pública, o Instituto Sou da Paz recomenda cinco prioridades: proteger meninas e mulheres, fortalecer polícias qualificadas e bem valorizadas, combater o crime organizado, reduzir roubos e eliminar armas ilegais das ruas.

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