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Lula anuncia programa com R$ 30 bi para financiar carros de motoristas de app

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançará na próxima terça-feira (19) o programa Move Aplicativos, que visa oferecer financiamento para veículos destinados a motoristas de aplicativo. O lançamento ocorrerá na Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, em São Paulo, às 15h30.

Este novo programa disponibilizará uma linha de crédito com recursos públicos na ordem de R$ 30 bilhões, direcionada a motoristas de aplicativo e taxistas. O financiamento oferece condições diferenciadas, incluindo manutenção de veículos e criação de capital de giro.

De acordo com informações obtidas pelo Broadcast Político, o programa apresentará taxas de juros menores que a Selic, carência de até seis meses para início dos pagamentos, e prazos que podem chegar a 72 meses para quitação do financiamento.

Conforme divulgado pela revista Exame, para ser elegível, o motorista deverá ter realizado pelo menos 100 corridas nos últimos 12 meses — uma média de duas corridas por semana.

Espera-se a presença de cerca de 500 pessoas no evento em São Paulo, entre representantes governamentais, motoristas de aplicativos, taxistas e demais profissionais do setor automotivo e de mobilidade urbana.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha em 2025, 87% dos motoristas ativos na Uber pretendem adquirir ou trocar de veículo nos próximos três anos, sendo que 88% destes planejam financiar a compra, enquanto apenas 12% têm a intenção de pagar à vista. Já aqueles que não desejam trocar argumentam que seu carro atual ainda está em boas condições.

Além disso, 74% dos motoristas possuem o veículo que usam, e 56% ainda estão pagando o financiamento, geralmente com prazos superiores a três anos. Dos motoristas que não são donos do carro, mais da metade utiliza veículos de empresas e a maioria paga aluguel pelo uso.

Motivações políticas

O lançamento da linha de crédito acontece depois que o governo enfrentou um revés ao não conseguir aprovar no Congresso a regulamentação para os trabalhadores por aplicativo. A iniciativa busca aproximar o setor, que tem inclinação bolsonarista, do Lula em período eleitoral.

No ano anterior, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, formou um grupo de trabalho com lideranças do setor para elaborar um relatório com demandas específicas.

As principais reivindicações incluíam o aumento do piso de serviço para R$ 10, adicional de R$ 2,50 por quilômetro rodado e pagamento integral para rotas agrupadas, que não foram contempladas na proposta atual que tramita na Câmara, sob relatoria do deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE).

O governo também recebeu sinalizações de que a proposta não será votada em 2026 devido à falta de acordo entre empresas e trabalhadores, além da proximidade das eleições.

O Palácio do Planalto atribui o adiamento à forte influência exercida pelos grandes aplicativos, que atuaram para impedir a aprovação do projeto.

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