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EUA impõem sanções a líderes e agência de inteligência de Cuba

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Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (18) a imposição de sanções contra ministros, altos comandantes militares e o serviço de inteligência de Cuba como parte de sua estratégia de pressão sobre o governo comunista da ilha.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou: “Incluí 11 altos membros do regime cubano e três organizações governamentais, entre eles funcionários governamentais e militares ligados à segurança de Cuba, muitos responsáveis ou envolvidos na repressão do povo cubano”.

Estão na lista dos sancionados ministros das pastas de Energia, Justiça, Comunicações e o presidente da Assembleia Nacional. Também foram incluídos o vice-ministro das Forças Armadas, os comandantes do Exército Oriental e Central, o chefe da contrainteligência militar e a Direção Geral de Inteligência.

Essas sanções bloqueiam qualquer tipo de interação econômica entre esses oficiais e entidades cubanas com parceiros americanos.

Marco Rubio acrescentou que “essas medidas limitam ainda mais a capacidade do regime cubano de reprimir a vontade do seu povo, com novas sanções a serem esperadas nas próximas semanas”.

Cuba está sob embargo americano desde 1962 e enfrenta desde janeiro um bloqueio energético imposto pelo governo do então presidente Donald Trump, causando uma grave crise com cortes de eletricidade prolongados e frequentes.

Em maio, Trump já havia aprovado um novo conjunto de sanções contra a ilha. Washington sustenta que Cuba representa uma ameaça à segurança dos Estados Unidos.

Dentro desse cenário de tensão, o diretor da CIA, John Ratcliffe, realizou uma visita incomum a Havana na última quinta-feira para encontros com altos funcionários cubanos.

Apesar das disputas, os países mantêm diálogo e os EUA ofereceram ajuda emergencial de US$ 100 milhões (cerca de R$ 500 milhões) para aliviar a crise econômica em Cuba, sob a condição de que a distribuição do auxílio seja feita pela Igreja Católica.

Desde o início da restrição energética, os Estados Unidos permitiram apenas a entrada de um navio russo com aproximadamente 100 mil toneladas de petróleo no final de março.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta segunda-feira que seu país tem o direito “legítimo” de se defender em caso de uma possível agressão dos Estados Unidos.

Conforme divulgado pelo site americano Axios, com base em fontes confidenciais, Cuba adquiriu mais de 300 drones militares e está avaliando possíveis formas de utilizá-los nas proximidades da base americana de Guantánamo, localizada no leste da ilha.

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