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Helicópteros no acidente no Rio são investigados por voo ilegal

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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) abriu uma investigação envolvendo dois helicópteros que ficaram envolvidos em um acidente no último domingo, suspeitos de realizar transporte aéreo ilegal. No ano anterior, a agência recebeu uma denúncia anônima afirmando que a aeronave PP-MAC, onde estavam cinco das pessoas afetadas, operava como um serviço de táxi aéreo sem autorização legal. O documento ainda apontava que o helicóptero estava com a manutenção em atraso e registros de voo inconsistentes.

A Anac iniciou um processo para apurar a situação e aplicou uma multa à empresa proprietária do helicóptero, Turfik Comércio de Frutas Ltda, por não apresentar livros, documentos contábeis e informações requisitadas pelos fiscais dentro do prazo estipulado.

Além disso, a agência recomendou incluir a aeronave e o Aeroporto de Jacarepaguá (SBJR) em um programa de fiscalização mais rigorosa. O órgão não detalhou o desfecho da apuração. Outro helicóptero envolvido, prefixo PR-DJJ, também estava sob suspeita de oferecer serviços de táxi aéreo.

Em fevereiro, um relatório da Anac indicou que esta última aeronave poderia estar realizando transporte clandestino durante ações da Operação VoeSeguro no Heliponto da Lagoa entre os dias 13, 15, 18 e 19 daquele mês, recomendando seu monitoramento.

A Anac esclareceu que ambos os helicópteros estavam autorizados para voos privados, destinados somente ao transporte dos proprietários e seus convidados, e ressaltou que não há dados suficientes para estabelecer uma ligação entre o tipo de voo e o acidente ocorrido.

Conforme informações do site g1, a Polícia Civil confirmou que um dos helicópteros pertencia a um advogado próximo aos envolvidos, o que exclui a hipótese de serviço de táxi aéreo. As investigações sobre as causas dos acidentes aéreos ficam a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), vinculado à Força Aérea Brasileira.

O jornal O Globo não conseguiu contato com os proprietários das aeronaves. A empresa PAX Aeroportos, responsável pela administração do Aeroporto de Jacarepaguá, declarou que sua responsabilidade é manter a infraestrutura do aeroporto, enquanto a Anac é encarregada da fiscalização das operações aéreas.

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