Economia
Festas religiosas movimentam R$ 1,2 bilhão em Pernambuco e atraem multidões
As festas religiosas mais importantes de Pernambuco geraram uma movimentação econômica superior a R$ 1,2 bilhão em 2025, beneficiando setores como comércio, serviços e turismo no estado. Essa análise foi elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio-PE), utilizando dados da Secretaria de Turismo e Lazer do estado (SETUR-PE).
O estudo destaca que as celebrações de fé e tradição trazem impactos diretos para áreas como hospedagem, alimentação, transporte e comércio informal.
Durante o ano, as festas juninas foram responsáveis pela maior parte dessa receita, gerando R$ 1,1 bilhão e atraindo cerca de 1,6 milhão de pessoas. O efeito econômico fortaleceu o comércio e o turismo em localidades como Caruaru, Gravatá, Surubim, Bezerros e Petrolina.
Rafael Lima, economista da Fecomércio Pernambuco, explica que a concentração de público impulsiona a demanda e incentiva a oferta de bens e serviços, como alimentação, transporte e hospedagem, acelerando a movimentação financeira e auxiliando pequenos negócios, além de gerar renda para trabalhadores autônomos.
No Recife, a tradicional Festa do Morro da Conceição reuniu aproximadamente 2,5 milhões de fiéis, enquanto a celebração de Nossa Senhora do Carmo atraiu 300 mil devotos. No Agreste Central, a Romaria do Venerável Frei Damião, em São Joaquim do Monte, ocorreu pela 32ª vez em agosto, juntando mais de 300 mil participantes, superando a média dos anos anteriores.
Ambulantes e barraqueiros, devidamente cadastrados e organizados pelas prefeituras para garantir segurança alimentar e ordem, aproveitam esses eventos para gerar renda vendendo produtos típicos, artesanato e artigos religiosos.
O Ministério do Turismo calcula que o segmento religioso movimenta cerca de R$ 15 bilhões anualmente no Brasil. Para o presidente da Fecomércio Pernambuco, Bernardo Peixoto, as celebrações religiosas têm um papel que vai além do econômico, reunindo milhares de pessoas em atos de fé e espiritualidade, enquanto beneficiam as famílias que comercializam alimentos, artigos e serviços durante os eventos.
Bernardo Peixoto também ressalta que investir na preservação dos espaços e bens culturais ligados à religiosidade fortalece o turismo de fé e amplia os benefícios para as comunidades envolvidas.


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