Brasil
Motociclista de app brutalmente assassinado no Norte do Rio
Sandro Castro Menezes, motociclista que trabalhava para aplicativo, foi barbaramente assassinado com aproximadamente 20 disparos na Zona Norte do Rio de Janeiro. Seu corpo foi encontrado na Rua Francisco Enes, na Penha Circular, nesta terça-feira. Além dos tiros, a família revelou que ele sofreu ferimentos severos: o coração e pulmão foram atingidos, a coluna cervical fraturada, um dedo arrancado, o órgão genital cortado e ele foi degolado. Nada foi roubado — seu celular e carteira estavam perto, e a moto foi encontrada em um valão próximo.
Marcelo Carvalho de Melo, sogro de Sandro, comentou: “Foi uma crueldade, uma atrocidade absurda. Ele era uma pessoa muito boa, honesta, educada e muito tranquila. Nunca foi agressivo. Isso é inacreditável, parece cena de filme de terror.”
De acordo com Marcelo, relatos de colegas e mensagens enviadas à viúva, Juliana, fazem com que a família acredite que Sandro foi capturado ao entrar em uma comunidade dominada por uma facção criminosa rival àquela presente em Realengo, Zona Oeste do Rio, onde ele morava com a esposa e a filha de 4 anos.
Marcelo ainda ressaltou: “No Rio, não se pode dizer onde mora. Para nós cariocas isso parece normal, mas não é.”
Na segunda-feira, Sandro saiu para trabalhar às 19h, aproveitando que a chuva havia parado. Às 22h, Juliana tentou contato, comum durante o trabalho dele, mas ele não respondeu. As mensagens cessaram.
Na manhã seguinte, a família recebeu a notícia do falecimento.
“Sandro era um trabalhador que sustentava a família com as corridas. Não havia nada no celular ou nas redes sociais que indicasse motivo para confusão. A moto era simples. Não temos provas, mas tudo indica que a causa do crime seja tráfico de drogas. Colegas disseram isso para minha filha”, declarou Marcelo.
O sepultamento ocorrerá no Cemitério do Murundu, em Realengo, sem horário definido.
A Polícia Civil comunicou que a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) está investigando o caso. “A investigação está em curso para identificar os autores e as circunstâncias do crime,” declarou a corporação.


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