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Diretor espera que filme ‘Dark horse’ ajude eleição de Flávio Bolsonaro
Durante a estreia nos Estados Unidos do filme Dark Horse, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o diretor Cyrus Nowrasteh manifestou o desejo de que o longa ajude na eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a presidência do Brasil. Na última semana, o PT solicitou ao Ministério Público Eleitoral e à Polícia Federal uma investigação sobre os financiadores do filme e seu uso com fins eleitorais.
— Esperamos que este filme seja assistido no Brasil e receba o apoio dos brasileiros. Eles vão reconhecer sua própria história, recente, e levar Flávio Bolsonaro ao poder como próximo presidente do país — declarou Cyrus após a exibição em um hotel em Las Vegas, na segunda-feira.
Dark Horse foi apresentado publicamente pela primeira vez durante o encontro da direita americana chamado Fraud Fighter Summit, terminando o primeiro dia da convenção com a presença do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Conforme noticiado, o foco de Eduardo era atrair distribuidores para levar o filme às salas de cinema nos EUA.
Após a sessão, Eduardo e o diretor Cyrus Nowrasteh participaram de um painel coordenado pelo influenciador de direita Juan O’Savin. Durante o painel, Eduardo Bolsonaro comentou a saúde do pai e fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), relacionando-o à Operação Lava Jato. Segundo ele, o filme representa uma guerra cultural contra adversários ideológicos.
— O que mais me atrai é essa disputa cultural. Por exemplo, este filme será um desafio para a esquerda — afirmou Eduardo, citando o filme Exterminador do Futuro 2, de 1991, como inspiração para o impacto duradouro que espera que Dark Horse tenha. Ele explicou que o filme está em inglês intencionalmente, para evitar censura no Brasil e alcançar sucesso global.
Em resposta a questionamentos sobre possíveis reações políticas contra a produção, Eduardo Bolsonaro mencionou uma ação judicial na Justiça Eleitoral, sem entrar em detalhes sobre outras controvérsias, como o financiamento do filme pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.
— O Partido dos Trabalhadores, partido do atual presidente da República, entrou com uma ação na Justiça Eleitoral tentando censurar o filme até as eleições — declarou Eduardo.
O diretor Cyrus Nowrasteh explicou que o filme foi realizado sem o conhecimento do “establishment” e que as autoridades só souberam da produção durante as filmagens finais. Ele garantiu que toda documentação estava regular e reafirmou a esperança de que o filme ajude Flávio Bolsonaro a se tornar presidente.
— Esperamos que o filme seja visto no Brasil e apo ie a eleição de Flávio Bolsonaro para a Presidência — repetiu o cineasta.
Sobre acusações recentes, nesta terça-feira a Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão por tentativa de coagir ministros da Corte nos EUA. O evento em Las Vegas ocorreu antes da decisão, e Eduardo respondeu às acusações, referindo-se aos magistrados como “covardes”.
— Disseram que eu trabalhava com o governo Trump para sancionar um ministro do Supremo. Isso é verdade, não para livrar meu pai, mas eles são covardes, por isso me denunciam tentando me tornar inelegível — afirmou o ex-deputado.
O Fraud Fighter Summit, evento que se estenderá até quarta-feira, promove discussões sobre detecção de fraudes eleitorais e corrupção. O encontro, com ingressos esgotados, reuniu pessoas envolvidas em temas conservadores e expositores como a ex-funcionária eleitoral condenada Tina Peters, que defende teorias de fraude nas urnas dos EUA.
Esse evento também conta com a presença de aliados da família Bolsonaro nos EUA, como o ex-estrategista de Trump Stephen Bannon e a atriz Roseanne Barr, além do ex-primeiro-ministro sul-coreano Hwang Kyo-ahn, envolvidos em ações contra supostas fraudes eleitorais na Coreia do Sul.

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