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Valdemar discorda de Flávio sobre operação na casa de Bolsonaro

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Valdemar Costa Neto, presidente do PL, expressou discordância com a opinião do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acerca da operação da Polícia Federal na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio alegou que a ação teria intenção de criar uma “cortina de fumaça” para desviar a atenção de sua missão nos Estados Unidos. Por outro lado, Valdemar acredita que essa explicação é improvável e considera a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, um exagero de cautela.

Durante uma transmissão feita nos EUA, Flávio declarou que a operação foi uma estratégia para dividir a atenção da mídia enquanto ele buscava apoio contra tarifas aplicadas pelo governo americano. Valdemar, ao ser questionado, negou essa versão e afirmou que Flávio estava tentando o melhor para o país. Segundo ele, a ação foi um excesso de zelo do ministro e que todos devem ter paciência, reconhecendo os erros cometidos no passado eleitoral.

Valdemar defende o ex-presidente Bolsonaro, ressaltando que ele tem cumprido todas as determinações do Supremo Tribunal Federal, e acredita que a operação não se justifica pelos fatos apresentados. Ele declarou que o ex-presidente não cometeu qualquer ilegalidade, incluindo a questão da arma, que teria sido presenteada a um funcionário. Não houve irregularidades no comportamento de Bolsonaro.

A operação, conduzida na manhã de quarta-feira por ordem do ministro Alexandre de Moraes, ocorreu após divergências nas informações fornecidas pela defesa de Bolsonaro sobre o paradeiro de armas registradas em seu nome. A busca visava confirmar se ainda havia armas, munições, acessórios ou documentos em posse direta ou indireta do ex-presidente.

Os agentes da Polícia Federal ficaram cerca de uma hora e meia na casa onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, e saíram sem apreender nenhum material.

Enquanto Valdemar evitou atribuir cunho político à operação, Flávio manteve a tese de que a ação teve caráter desviado para interferir em sua viagem aos EUA. Ele ressaltou que tal situação prova o incômodo que eles causam ao sistema e acusou a Polícia Federal de tentar fragmentar a atenção da imprensa durante sua busca por apoio internacional.

Valdemar também mencionou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, apontando que a família Bolsonaro não tem tranquilidade, o que pode gerar descontrole emocional. Segundo ele, a ex-primeira-dama ainda pode reconsiderar sua decisão de não concorrer ao Senado pelo Distrito Federal este ano, e ele torce para que ela reveja essa posição.

Ele destacou que o sofrimento causado pela situação do marido é compreensível, e mencionou as recentes visitas da Polícia Federal à residência do ex-presidente, enfatizando a falta de paz enfrentada pela família.

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