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Renúncia do chefe de gabinete argentino envolve escândalo de corrupção
Manuel Adorni, chefe de Gabinete da Argentina, entregou sua carta de renúncia ao presidente Javier Milei neste sábado (27). A decisão ocorre após ele admitir, há duas semanas, a omissão de US$ 500 mil em suas declarações de bens, no meio de políticas e investigações sobre suposto enriquecimento ilícito.
Em uma carta publicada na rede social X, Adorni afirmou: “Os constantes ataques da mídia que me apoiaram me levaram a pedir que, desta vez, você me acompanhe para que eu possa encerrar este ciclo, visando proteger a mim e minha família”. Ele negou envolvimento em atos de corrupção.
Exerceu o cargo por mais de três meses, sendo uma das pessoas de maior confiança de Milei. Adorni esteve no centro de uma crise após surgirem revelações sobre compras de imóveis e viagens caras feitas depois de assumir o governo em dezembro de 2023.
Órgãos judiciais, opositores e aliados do governo exigiram esclarecimentos sobre a origem do dinheiro, após o ex-chefe de Gabinete admitir a omissão dos valores em seus documentos patrimoniais.
Ele declarou que foi um erro não reportar o montante e prometeu pagar todos os impostos devidos, explicando que os fundos vieram de investimentos em criptomoedas realizados entre 2014 e 2018.
A irmã do presidente e secretária da Presidência, Karina Milei, comentou na rede social X: “Estamos cientes do momento difícil – e injustamente enfrentado por você e sua família durante meses – e respeitamos sua decisão”.
Recentemente, Adorni já havia deixado a função informal de porta-voz presidencial.

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