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Rússia ordena busca internacional pelo líder do Telegram

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O Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia declarou nesta quarta-feira (29) que emitiram uma ordem internacional de busca contra o fundador e principal executivo do Telegram, Pavel Durov, acusado de “apoio ao terrorismo”. As autoridades russas afirmam que o aplicativo é utilizado pelos órgãos de segurança ucranianos para recrutamento.

Durov, nascido na Rússia e detentor de passaportes franceses e dos Emirados Árabes Unidos, está enfrentando um processo na França desde 2024 por não combater a circulação de conteúdos ilegais na plataforma.

O Telegram é amplamente usado na Rússia, tanto por cidadãos comuns quanto por órgãos governamentais, inclusive ministérios e forças de segurança.

O FSB declarou: “Uma ordem internacional de busca foi emitida (…) contra o CEO do Telegram, P. Durov”, sem detalhar o teor da ordem ou a aceitação por outras nações.

As acusações contra Durov na Rússia envolvem “apoio ao terrorismo” em uma investigação sobre treinamento de jovens russos pelos serviços secretos ucranianos para atividades de sabotagem.

Os advogados do empresário na França não comentaram o caso, enquanto o Telegram afirmou que Durov prefere não se manifestar por enquanto.

Conflito nas redes sociais

O FSB acusa o Telegram por não remover um ‘bot’ de encontros supostamente usado pela inteligência ucraniana para atrair homens russos a participarem de atos terroristas e sabotagem.

Segundo o FSB, 46 jovens entre 12 e 22 anos, que usaram a ferramenta Leo Match, proibida na Rússia, foram detidos desde julho de 2025 em várias regiões do país por crimes contra forças de segurança e infraestrutura.

Todos foram contatados pela ferramenta por agentes que fingiam ser jovens para depois chantageá-los, conforme o FSB.

Restrições e contexto

A Rússia, em meio à sua ofensiva na Ucrânia iniciada em 2022, intensificou severas restrições digitais, afetando apps como WhatsApp.

Mensageiros são apontados como ferramentas para ameaças à segurança nacional ucraniana.

Durov é conhecido por defender a privacidade na internet e por resistir à moderação do Telegram, fundado por ele em 2013. Tentativas russas de bloquear o app em 2018 foram abandonadas.

Naturalizado francês em 2021, Durov foi preso na França em agosto de 2024 por suspeitas ligadas ao crime organizado e acusado de não agir contra conteúdos ilícitos no Telegram. Ele teve restrições judiciais flexibilizadas em 2025 e atualmente reside na Geórgia.

Antes do Telegram, Durov criou a rede social VKontakte, conhecida como “Facebook russo”, da qual foi afastado após pressões governamentais. Hoje sob controle estatal e renomeada para VK, a plataforma lançou o sistema de mensagens Max, descrito por Durov como “um aplicativo estatal voltado para vigilância e censura política”.

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