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Ruanda discute com países europeus sobre acolhimento de migrantes expulsos
Ruanda iniciou conversas iniciais com vários países europeus para atuar como um país de trânsito para migrantes deportados, anunciou o governo ruandês à AFP nesta sexta-feira (7).
Em 2022, Kigali firmou um acordo migratório com o Reino Unido, então liderado pelo primeiro-ministro conservador Boris Johnson, que pretendia enviar migrantes em situação irregular do território britânico para o país africano.
Com a chegada ao poder em 2024 do atual primeiro-ministro trabalhista Keir Starmer, o acordo foi declarado encerrado e enfrentou duras críticas, sendo considerado ilegal pela Suprema Corte do Reino Unido.
De acordo com a porta-voz do governo ruandês, Yolande Makolo, estão sendo realizadas conversas preliminares com alguns países europeus, mas ainda nenhuma decisão foi tomada sobre a recepção de migrantes cujos pedidos de asilo foram negados na Europa.
Ela não especificou quais países estão envolvidos nas negociações e, ao ser questionada sobre um possível acordo com a Itália, afirmou que não existe acordo, apenas discussões.
Makolo explicou que estão considerando o uso do centro de trânsito de emergência localizado em Gashora, no leste de Ruanda, que desde 2019 tem recebido milhares de migrantes provenientes da Líbia, ajudando a salvar inúmeras vidas.
Nos centros de trânsito, os migrantes podem receber atendimento médico, participar de treinamentos e descansar. Os pedidos de asilo também são avaliados nesses locais.
Os migrantes podem retornar com segurança aos seus países de origem, se desejarem, ou serem reassentados em outras nações.
Em junho, o Parlamento Europeu aprovou regulamentação que permite aos Estados-membros firmar acordos para criar centros de detenção fora das fronteiras da União Europeia, decisão que causou preocupação entre organizações de direitos humanos.
Em abril, a AFP noticiou que países europeus como Dinamarca, Áustria, Grécia, Alemanha e Países Baixos estavam considerando firmar esse tipo de acordo com aproximadamente dez nações, incluindo Ruanda.

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