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EUA investigaram suposto OVNI na Bahia em 1963

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Documentos do governo dos Estados Unidos divulgados nesta sexta-feira, 7, revelam que autoridades norte-americanas acompanharam e investigaram, em 1963, relatos de que um objeto voador não identificado (OVNI) teria caído no município de Conde, na Bahia.

A história chegou aos EUA por meio de uma transmissão da Rádio Tupi, que descrevia uma “grande esfera metálica” contendo um corpo humano dentro.

Um dos documentos, datado de 8 de novembro de 1963, reproduz uma transmissão em português da rádio do Rio de Janeiro. De acordo com a informação, o objeto teria caído no centro da cidade, deixando um buraco com quatro metros de profundidade.

A descrição indicava que a esfera tinha aberturas semelhantes a janelas, cobertas por vidro espesso, e que no interior havia “um corpo humano vestido com roupas pesadas”, com inscrições que não puderam ser compreendidas. A população de Conde estava surpresa com o ocorrido e as autoridades locais foram notificadas.

Este relato levou representantes dos EUA no Brasil a investigar o caso. Um outro documento, preparado pela Embaixada americana no Rio de Janeiro e datado de 20 de novembro daquele ano, apresenta os resultados das apurações.

O documento demonstra que as informações foram encaminhadas ao Departamento de Estado dos EUA, que solicitou distribuição para o Departamento de Defesa, incluindo a Força Aérea, e para a Nasa. A representação americana em Salvador também foi mobilizada para confirmar os fatos.

Harold Midkiff, que era cônsul em Salvador na época, respondeu em 14 de novembro após consultar informações locais. Segundo ele, a história do “objeto estranho” em Conde teria sido fabricada no Rio de Janeiro. Cidadãos da região, jornalistas e outras pessoas se deslocaram ao local antes das investigações, e ninguém viu tal objeto.

Midkiff mencionou ainda que o secretário de Segurança Pública levantou a hipótese do objeto ser um balão meteorológico, mas não houve confirmação de avistamentos desse tipo.

Além do telegrama, o consulado enviou à embaixada duas matérias de jornais baianos, do Diário de Notícias de 9 de novembro e do Jornal da Bahia de 11 de novembro. Ambas apoiavam a conclusão de que não havia provas do objeto descrito.

Uma das reportagens dizia que o Ministério da Aeronáutica havia negado categoricamente a presença de qualquer “objeto estranho” em Conde. A outra, com o título traduzido como “A nave que não estava lá”, reforçava a ausência do OVNI.

O documento destaca ainda a rapidez das comunicações na época como o fato mais notável. Um repórter enviado a Conde usou um transmissor Morse antigo para mandar um telegrama a Salvador e recebeu uma resposta em apenas cinco minutos.

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