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Ataque aéreo intenso elimina 20 guerrilheiros na Colômbia
Um ataque aéreo realizado sob a ordem do presidente Abelardo de la Espriella resultou na morte de 20 guerrilheiros das dissidências das Farc na região amazônica da Colômbia, marcando o ataque mais letal desse tipo em anos, conforme anunciado pelo mandatário na segunda-feira (31).
A operação, que teve como alvo o grupo liderado pelo rebelde mais procurado do país, Iván Mordisco, foi conduzida durante a madrugada de segunda-feira (31). Essa ação faz parte da política de linha dura adotada contra organizações criminosas promovida pelo presidente De la Espriella.
Este terceiro bombardeio do atual governo é o maior desde o mandato de Juan Manuel Santos (2010-2018), segundo uma fonte militar ouvida pela AFP.
Em um vídeo divulgado no X, o presidente afirmou: “Abatemos vinte narcoterroristas, capturamos cinco (…) e resgatamos dois menores”, referindo-se à ofensiva realizada no conturbado departamento de Guaviare.
A área atingida é historicamente conhecida como um reduto das extintas Farc, onde atualmente operam os grupos rebeldes que não aceitaram o acordo de paz de 2016.
O objetivo do presidente é combater esses grupos ilegais, que financiam suas atividades com narcotráfico, mineração ilegal e extorsão, realizando ações militares aéreas com o suporte dos aliados Estados Unidos e Israel.
Neste início de governo, pelo menos 38 guerrilheiros já foram mortos em operações similares.
Durante os dois primeiros bombardeios houve a morte de quatro menores de idade — dois adolescentes de 15 anos e dois de 16 —, embora não tenha sido confirmado se menores estavam presentes no ataque aéreo da última segunda-feira (31).
Organizações defensoras dos direitos humanos têm alertado para os impactos negativos desses bombardeios sobre as crianças, frequentemente recrutadas em áreas pobres e com mínima presença estatal.
O grupo liderado por Iván Mordisco é apontado como o principal responsável pelo recrutamento de menores, correspondendo a 40% dos casos, segundo a Defensoria do Povo.
Governos anteriores, tanto o do esquerdista Gustavo Petro (2022-2026) quanto o do direitista Iván Duque (2018-2022), foram duramente criticados pela morte de menores em suas operações militares aéreas.
Perseguição a Iván Mordisco
No contexto da pior onda de violência na Colômbia dos últimos anos, os dois últimos presidentes tentaram capturar o líder guerrilheiro Iván Mordisco.
Ele comanda a dissidência das Farc conhecida como Estado-Maior Central (EMC), composta por milhares de rebeldes que rejeitaram o acordo de paz de 2016 entre a guerrilha e o governo colombiano.
Apesar de múltiplas confirmações falsas de sua morte, Mordisco permanece desaparecido na selva colombiana.
O presidente declarou: “Vamos atrás de você, Mordisco (…) farei você pagar por todo o dano que causou à Colômbia”.
A Colômbia autorizou, em 12 de agosto, operações militares conjuntas com os Estados Unidos para derrotar esses insurgentes.
Além disso, o país integrou o Escudo das Américas, coalizão liderada pelos EUA para combater o narcotráfico.
“Mordisco e seus aliados criminosos precisam entender que o Estado não lhes concederá trégua”, declarou o ministro da Defesa, Jorge Mora, após o último bombardeio, em mensagem publicada no X.
Uma fonte militar informou à AFP que tropas militares serão enviadas ao local do bombardeio na terça-feira para proceder com a retirada dos corpos.

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