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Busca por trabalhadores presos em túneis no Nepal

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Equipes de resgate no Nepal estão focadas na busca de dezenas de trabalhadores possivelmente presos dentro de três túneis de um projeto hidrelétrico.

Esta operação acontece duas semanas após enchentes graves causarem centenas de mortes e milhares de desaparecimentos no Nepal e na região autônoma do Tibete, na China. As informações foram divulgadas na terça-feira, dia 8, pela Reuters.

Segundo a agência, pelo menos 11 projetos de hidrelétricas foram afetados quando uma geleira desmoronou em um rio próximo à fronteira regional no dia 26 de agosto, bloqueando as entradas dos túneis desses projetos com detritos e lama, aprisionando as pessoas que se encontravam dentro deles.

A tragédia, que ocorreu na fronteira entre Nepal e China, resultou em pelo menos 1.399 mortos e mais de 5.500 pessoas desaparecidas, incluindo cerca de 800 estrangeiros, conforme os dados mais recentes.

Na segunda-feira, dia 7, na capital nepalesa Katmandu, bandeiras foram colocadas a meio-mastro e centenas de pessoas participaram de vigílias com velas no 13º dia de luto, respeitando a tradição hindu.

Entre os desaparecidos, há centenas de trabalhadores ligados aos projetos hidrelétricos. Três pessoas — dois trabalhadores nepaleses e um chinês — foram resgatadas nos dias 4 e 5 de setembro, renovando a esperança de encontrar mais sobreviventes.

Além disso, durante o fim de semana, as equipes de emergência conseguiram salvar uma idosa que estava presa sob os escombros de sua residência.

Atualmente, os esforços se concentram na busca dentro dos túneis, mantida com a mesma intensidade do primeiro dia, conforme declarado pelo Exército.

“Nossos esforços estão focados em três frentes: na terra, pelo ar e nos túneis”, explicou o porta-voz militar Raja Ram Basnet à AFP.

Entretanto, as famílias dos desaparecidos estão angustiadas.

“Dizem que estão procurando, mas com quais resultados? Queremos ver resultados”, afirmou Reena Amatya Shrestha, que não tem notícias do irmão, o geólogo Sumesh Amatya, que trabalhava no projeto da represa Trishuli-3, na fronteira com a China.

“Ainda mantemos muita esperança”, disse Shrestha à AFP.

Dezenas de parentes dos trabalhadores desaparecidos se reuniram na segunda-feira em uma praça de Katmandu para expressar sua frustração, exibindo uma faixa com a mensagem: “Quanto tempo ainda vamos esperar em casa e chorar?”

Os socorristas enfrentam desafios sem precedentes, conforme destacou nesta segunda-feira o especialista australiano Arnold Dix, que está participando das operações.

“Esta não é uma única operação de resgate, mas possivelmente várias que acontecem simultaneamente em diferentes locais, cada uma com seus próprios perigos”, explicou.

De acordo com as autoridades, até o momento foram recuperados 1.356 corpos no Nepal, enquanto 4.994 pessoas continuam desaparecidas. Na China, os números são de 43 mortes e 519 desaparecidos.

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