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Putin e Trump discutem sinceramente sobre conflito na Ucrânia
O presidente russo, Vladimir Putin, e o ex-presidente americano, Donald Trump, tiveram uma conversa aberta e honesta nesta terça-feira (8) sobre a guerra na Ucrânia, conforme informado pelo Kremlin, em meio à retomada de bombardeios pesados pela Rússia após breve pausa de três dias.
Mais cedo, o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, comentou que representantes da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos poderão se reunir ainda este mês para buscar uma solução diplomática para o conflito.
No entanto, o Kremlin avaliou que ainda é cedo para confirmar um encontro formal desse tipo.
A conversa entre os líderes ocorreu após a visita dos enviados de Washington, Steve Witkoff e Jared Kushner, a Moscou e Kiev, com o objetivo de reativar negociações diretas para encerrar os confrontos.
Durante o telefonema, Trump defendeu o término rápido das operações militares, enquanto Putin apresentou uma análise detalhada da situação no campo de batalha, segundo o assessor do Kremlin, Yuri Ushakov.
A ligação, que durou cerca de uma hora, foi descrita como construtiva e franca, com Putin assegurando que não tem planos agressivos para a Europa.
Propostas e Preparação para Reunião
Putin destacou ações práticas que os americanos podem tomar para acelerar o fim das hostilidades, segundo Ushakov. Até o momento, nem Trump nem a Casa Branca divulgaram detalhes oficiais da conversa.
Zelensky mostrou-se otimista, mencionando que os representantes americanos apresentaram ideias promissoras que merecem atenção.
Sem entrar em detalhes, o presidente ucraniano afirmou que Kiev se preparará para facilitar uma reunião trilateral envolvendo Ucrânia, Rússia e Estados Unidos possivelmente já em setembro.
O assessor de Putin classificou os resultados das visitas recentes como positivos, indicando que os esforços diplomáticos continuarão.
Contexto dos Conflitos e Situação Atual
Apesar das negociações iniciadas por Washington em 2025, que resultaram em algumas reuniões entre russos e ucranianos, nenhum acordo de paz foi alcançado devido a discordâncias sobre territórios reivindicados por Moscou.
A Ucrânia teme que os combates sigam durante o inverno, considerado período crítico em que a Rússia pode intensificar ataques contra a infraestrutura energética ucraniana.
Incursões Recentes em Kiev
Na madrugada de terça-feira, o exército russo voltou a atacar a capital ucraniana após os enviados americanos deixarem o país, rompendo a trégua de três dias.
Explosões intensas foram ouvidas, com jornalistas relatando colunas de fumaça e incêndios.
Autoridades ucranianas informaram que pelo menos cinco pessoas morreram e 25 ficaram feridas em um ataque que envolveu mais de 160 drones e diversos mísseis.
Uma testemunha, Nina Kimova, relatou o terror vivido durante os ataques, com crianças e animais chorando assustados.
Registros indicaram que vários edifícios residenciais, uma escola, uma clínica, carros, supermercado e armazéns foram danificados.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter atingido fábricas de componentes para drones e mísseis, depósitos de munição e armazéns militares.
Informações sobre danos às instalações militares ucranianas são raramente divulgadas.
Aumento das Tensions
O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sibiga, denunciou nas redes sociais que logo após o término da visita dos enviados americanos, ocorreu um ataque maciço em Kiev.
Zelensky voltou a solicitar aos países ocidentais sistemas antimísseis adicionais e indicou que pretende conversar com Trump após 20 de setembro sobre o tema.
Os dois países vêm intensificando ataques em larga escala contra instalações energéticas, logísticas e portuárias, assim como embarcações no Mar Negro.

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