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Indígenas guatemaltecos se juntam a protestos contra alta dos preços dos combustíveis
Centinares de índios na Guatemala participaram nesta terça-feira (8) das manifestações organizadas por diferentes grupos que exigem ações para conter a elevação no valor dos combustíveis, atribuída pelo governo aos impactos da guerra no Oriente Médio, conforme apuração da AFP.
O preço do combustível, especialmente do diesel, que aumentou de aproximadamente 3,4 dólares (17,50 reais) por galão em fevereiro para 5,7 dólares (29,20 reais) no final de agosto, agravou o custo dos alimentos básicos e do transporte.
Nos últimos dois meses, setores diversos, incluindo sindicatos, entidades sociais e comerciantes, vêm promovendo protestos e bloqueios de vias por todo o país, demandando uma ação governamental.
O presidente Bernardo Arévalo enviou na segunda-feira ao Congresso, dominado pela oposição, uma proposta para subsidiar os combustíveis, mas a iniciativa ainda não alcançou apoio suficiente para aprovação, diferentemente de uma medida provisória adotada em abril.
Eduardo Tax, líder da organização 48 Cantones de Totonicapán, declarou: “Estamos unidos hoje. Já se passaram dois meses desde o fim do último auxílio e ainda não houve resposta”.
Miguel Vicente, representante indígena de Sololá, criticou os parlamentares ao afirmar que “eles vivem em luxo e não consideram a miséria e a fome causadas pelo aumento dos preços dos alimentos básicos”.
Durante a marcha, muitos indígenas trajando roupas tradicionais e coloridas tocaram tambores e outros instrumentos ancestrais pelas ruas do centro histórico da capital.
As organizações que lideram os protestos discutem a possibilidade de intensificar as ações. Em 2023, eles coordenaram bloqueios de estradas em apoio à vitória eleitoral de Bernardo Arévalo, cuja posse chegou a estar em risco devido a investigações conduzidas por uma ex-procuradora controversa.

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