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Conflito entre Houthis e Arábia Saudita aumenta tensão no Iêmen
Os Houthis, grupo rebelde do Iêmen, acusaram a Arábia Saudita de realizar ataques contra um porto no Mar Vermelho. Em resposta, o rei Salman classificou os Houthis como uma “milícia terrorista” que ameaça a cidade sagrada de Meca.
A ocupação da costa do Mar Vermelho pelos Houthis resultou na morte de centenas de pessoas e gerou preocupação sobre o impacto no comércio e na navegação mundial pelo estratégico Estreito de Bab el-Mandeb.
As Nações Unidas alertaram que o número de deslocados no conflito pode aumentar dos cerca de 130.000 atuais para mais de 230.000 nos próximos meses.
O avanço dos Houthis fortaleceu o Irã e seus aliados em duas importantes rotas marítimas: Bab el-Mandeb e o Estreito de Ormuz, essenciais para o transporte global de petróleo.
A Arábia Saudita, que apoia o governo reconhecido internacionalmente no Iêmen, tenta impedir o avanço do grupo.
O rei Salman, raramente visto em público devido à sua idade de 90 anos, denunciou a tentativa dos Houthis de atacar Meca como uma provocação a todos os muçulmanos.
Riad acusa os combatentes apoiados pelo Irã de terem realizado um ataque contra Meca recentemente.
O retorno dos conflitos no Iêmen impacta o principal exportador mundial de petróleo, causando uma redução significativa no tráfego do Estreito de Bab el-Mandeb, uma rota crucial que conecta Europa e Ásia pelo Mar Vermelho e Canal de Suez, especialmente depois que o Irã bloqueou o Estreito de Ormuz.
Apesar dos bombardeios aéreos diários promovidos pela Arábia Saudita contra áreas controladas pelos Houthis, estes permanecem firmes. Ataques recentes contra a cidade portuária de Moca resultaram em seis civis mortos, incluindo crianças e mulheres.
O grupo rebelde também relatou mortes civis em outros ataques, assim como perdas em uma prisão controlada por eles.
Os Houthis continuam a realizar ataques contra infraestruturas energéticas e militares na Arábia Saudita.
Preocupado com a instabilidade econômica global, o G7 expressou solidariedade ao governo do Iêmen e à Arábia Saudita, pedindo o fim dos ataques dos Houthis. A França indicou disposição para ajudar a proteger as infraestruturas energéticas, ressaltando que não pretende se envolver diretamente no conflito.
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, manifestou apoio logístico militar a Riad, enquanto o presidente do conselho presidencial do Iêmen solicitou auxílio dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump demonstrou apoio político, porém sem compromisso militar.
Além disso, o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman teria pedido que os Estados Unidos tomassem ações contra os Houthis.
Em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU, houve uma reunião entre o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o chanceler iraniano Abbas Araqchi. O Irã exige o fim do bloqueio naval americano, a liberação de ativos congelados e o término do conflito.
A guerra no Iêmen começou em 2014, quando os Houthis tomaram a capital, Saná, e outras regiões. Isso levou à intervenção militar liderada pela Arábia Saudita em março de 2015.

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